Belém, aparece como a capital em último lugar no ranking de indicadores na Saúde

Indicador nacional aponta falhas no acesso e na qualidade dos serviços de saúde na capital paraense

Publicado em 29 de janeiro de 2026 às 11:54

Belém, aparece como a capital em último lugar no ranking de indicadores na Saúde
Belém, aparece como a capital em último lugar no ranking de indicadores na Saúde Crédito: Arquivo/Agência Pará

Belém ocupa a última colocação entre as capitais brasileiras no Ranking de Competitividade dos Municípios, no pilar de acesso à saúde. Os dados fazem parte da 6ª edição do estudo, que avalia o desempenho dos municípios brasileiros a partir de indicadores relacionados à oferta e à qualidade dos serviços de saúde.

O levantamento analisa o tema sob dois pilares principais: acesso e qualidade. A proposta é medir o nível de bem-estar da população e a efetividade das políticas públicas, considerando que garantir atendimento não é suficiente se os serviços oferecidos não apresentam qualidade adequada. De acordo com o ranking, municípios com maior acesso aos serviços de saúde tendem a apresentar melhores indicadores de qualidade de vida, longevidade, produtividade e competitividade.

No ranking geral, Belém aparece na 236ª posição, com nota normalizada de 48,14, ficando atrás de todas as demais capitais do país. Mesmo com uma variação positiva de 28 posições em relação à edição anterior, o desempenho ainda é considerado crítico quando comparado às outras capitais brasileiras.

O estudo destaca que, nesta edição, houve ajustes metodológicos no indicador de cobertura da atenção primária, o que pode ter influenciado mudanças nas posições em relação ao ranking anterior. Ainda assim, o resultado reforça um cenário de desafios históricos enfrentados pela capital paraense no setor da saúde, especialmente no que diz respeito à ampliação do acesso e à melhoria da qualidade dos serviços ofertados à população.

Enquanto capitais como Florianópolis (SC), Vitória (ES) e São Paulo (SP) lideram o ranking nacional, cidades da Região Norte concentram as piores posições. Além de Belém, Boa Vista (RR), Porto Velho (RO) e Macapá (AP) também aparecem entre os últimos colocados, evidenciando desigualdades regionais no acesso à saúde pública no país.

O resultado acende um alerta para a necessidade de investimentos e políticas públicas mais eficazes na capital paraense, sobretudo na atenção primária, cobertura vacinal, atendimento pré-natal e ampliação do acesso aos serviços de saúde, considerados essenciais para garantir melhores condições de vida à população de Belém.