Publicado em 17 de outubro de 2026 às 19:04
Na manhã deste sábado (17), cães e gatos podem receber vacinação emergencial contra a raiva na Unidade Saúde da Família (USF) Portal da Amazônia, no bairro do Jurunas, em Belém. A ação ocorre das 8h às 16h e foi organizada após a confirmação do vírus em um morcego encontrado morto na região. As equipes de saúde também intensificaram as visitas a moradores e a investigação de possíveis contatos entre animais silvestres, animais domésticos e pessoas.>
O morcego foi recolhido pela Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) no dia 25 de setembro, na Rua dos Tamoios, próximo à Avenida Bernardo Sayão. O resultado positivo para raiva foi divulgado no início de outubro.>
Desde então, as equipes de saúde realizam ações de vigilância e bloqueio epidemiológico em um raio de 500 metros do local onde o animal foi encontrado. O trabalho inclui a busca por outros morcegos suspeitos, a investigação de possíveis contatos com pessoas e animais domésticos e a vacinação de cães e gatos.>
Durante a semana, agentes de controle de endemias, agentes comunitários de saúde e profissionais da atenção primária visitaram casas da região para orientar os moradores e imunizar animais que estavam com a vacina atrasada.>
A confirmação do vírus também gerou preocupação entre moradores do bairro. A dona de casa Susana da Silva, que teve o cachorro vacinado durante uma das visitas, relatou ter ficado assustada ao saber que o morcego infectado havia sido encontrado perto de casa.>
Até o momento, 12.891 cães e gatos receberam a vacina contra a raiva em Belém neste ano. Desse total, 6.374 são cães e 6.517 são gatos.>
Apesar de a capital paraense não registrar casos da doença em cães e gatos há mais de 20 anos, a presença do vírus em morcegos mostra que a prevenção continua necessária. Em novembro de 2025, outro morcego infectado foi identificado na cidade. Em 2024, cinco animais da mesma espécie também testaram positivo, segundo dados da Vigilância de Zoonoses.>
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o Pará não registra casos de raiva em cães e gatos desde 2011.>
A raiva é uma doença viral que afeta o sistema nervoso central e pode atingir diferentes mamíferos, incluindo os seres humanos. A transmissão ocorre principalmente pelo contato com a saliva de um animal infectado, por meio de mordidas, arranhões ou contato com feridas e mucosas.>
A doença tem letalidade próxima de 100% após o início dos sintomas. Por isso, a vacinação dos animais e o atendimento rápido após uma possível exposição ao vírus são fundamentais para prevenir casos.>
Moradores não devem tocar, recolher ou tentar capturar morcegos encontrados vivos ou mortos. O correto é manter distância e acionar os serviços de vigilância de zoonoses.>
Também é importante observar mudanças repentinas no comportamento dos animais domésticos, como desorientação, apatia, falta de coordenação motora, dificuldade para engolir e paralisia. Caso um cão ou gato apresente sinais suspeitos ou tenha contato com um morcego, o tutor deve evitar o contato direto e procurar orientação dos serviços responsáveis.>
Se uma pessoa for mordida ou arranhada, ou tiver contato suspeito com a saliva de um animal, deve lavar imediatamente a região com água e sabão e procurar atendimento médico. Um profissional de saúde avaliará a necessidade de vacina e soro antirrábico.>
Onde vacinar cães e gatos neste sábado>
A vacinação emergencial é destinada a cães e gatos saudáveis e aptos a receber a imunização.>