Belém receberá o maior evento brasileiro da cadeia produtiva de Palma

Evento será realizado nos dias 17 e 18 de novembro, na Estação das Docas, e terá debates sobre sustentabilidade, tecnologia, empregos e novas oportunidades para o setor

Publicado em 2 de setembro de 2026 às 12:51

Belém receberá o maior evento brasileiro da cadeia produtiva de Palma
Belém receberá o maior evento brasileiro da cadeia produtiva de Palma Crédito: Amanda Martins/Roma News 

Belém vai receber, nos dias 17 e 18 de novembro, a Palmacon, conferência dedicada à cadeia produtiva do óleo de palma no Brasil. O evento será realizado na Estação das Docas e deve reunir produtores, pesquisadores, representantes do poder público, investidores e empresas nacionais e estrangeiras para discutir os principais desafios e oportunidades do setor.

Organizada pela Associação Brasileira dos Produtores de Óleo de Palma (Abrapalma), a segunda edição da conferência terá mais de 15 painelistas e cerca de 30 empresas expositoras. A programação prevê dois dias de painéis, debates e encontros voltados à inovação, tecnologia, sustentabilidade e geração de negócios.

As informações sobre o evento foram divulgadas na manhã desta quarta-feira (2), durante uma coletiva de imprensa que apresentou detalhes dos preparativos para mais uma edição da Palmacon. O encontro contou com a participação de representantes do setor e do vice-presidente do Grupo Roma, Rômulo Maiorana Netto.

Vice-presidente do Grupo Roma/Rômulo Maiorana Netto
Vice-presidente do Grupo Roma/Rômulo Maiorana Netto Crédito: Roma News 

Além da produção de alimentos, o óleo de palma e seus derivados são utilizados em diferentes segmentos da indústria, como cosméticos e energia. A proposta da Palmacon é ampliar o conhecimento sobre essa cadeia e aproximar os diferentes setores envolvidos na produção.

O presidente da Abrapalma, Victor Almeida, destacou que um dos principais objetivos desta edição é transformar as discussões em ações efetivas para o desenvolvimento da atividade.

“A ideia do evento é mostrar os gargalos que temos hoje. Iremos contar com o apoio do governo estadual e federal. Então, é sair com um plano concreto para atingir esse potencial que nós temos”, afirmou.

Segundo ele, a cadeia da palma também apresenta potencial para recuperação de áreas degradadas, geração de renda e aproveitamento dos produtos e subprodutos da atividade. O óleo ainda pode ser utilizado como matéria-prima para biocombustíveis, incluindo a produção de biodiesel.

A palma de óleo começou a ser cultivada no Pará na década de 1960 e, desde então, passou a ocupar espaço estratégico na economia do estado. A atividade é apontada pelo setor como uma alternativa de produção com potencial de expansão em áreas já degradadas, aliando produtividade e geração de empregos.

De acordo com a Abrapalma, a cadeia produtiva da palma emprega mais de 20 mil pessoas no Pará. O setor também defende a ampliação de investimentos em tecnologia e práticas sustentáveis para aumentar a produtividade sem avançar sobre áreas de floresta.

“A importância é trazer para a população paraense que o estado tem esse potencial, já tem cadeia produtiva aqui instalada há mais de 60 anos, gerando emprego e renda de maneira sustentável, tendo o potencial de reflorestar essa área degradada, gerando emprego e renda”, disse Victor Almeida.

Serviço

Palmacon 2026

Data: 17 e 18 de novembro

Local: Estação das Docas, em Belém

Programação: painéis, debates, exposição de empresas e discussões sobre a cadeia produtiva do óleo de palma.