Publicado em 2 de setembro de 2026 às 13:00
A Justiça anulou o processo que apura a morte do empresário Estevão Neves Pinto, assassinado em setembro de 2025, em Castanhal, no nordeste do Pará. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (2) pela defesa de Rafael Mota Ribeiro, apontado pela Polícia Civil como o suposto mandante do crime. Segundo os advogados, a decisão foi tomada após uma perícia identificar falhas no acesso e na integridade das provas reunidas durante a investigação.>
De acordo com a defesa, desde o início do processo foram levantados questionamentos sobre a confiabilidade do material probatório. Após a realização de uma perícia oficial, o especialista responsável teria constatado dificuldades para acessar os arquivos e verificar sua autenticidade, o que comprometeria a utilização das evidências. Com isso, a Justiça determinou que o caso seja retomado desde o início, com nova produção e análise das provas.>
Os advogados também informaram que vão solicitar a revogação da prisão preventiva de Rafael Mota Ribeiro. A defesa sustenta que, diante da anulação do processo e das inconsistências apontadas na perícia, não há elementos que justifiquem a manutenção da medida cautelar. Em nota, os representantes do empresário afirmaram confiar na atuação do Poder Judiciário e defenderam o respeito às garantias legais e constitucionais do investigado.>
Relembre o caso>
Estevão Neves Pinto, de 41 anos, foi morto a tiros em 5 de setembro de 2025, enquanto deixava as duas filhas em uma escola no centro de Castanhal. Câmeras de segurança registraram o momento em que um homem desceu de uma motocicleta e efetuou os disparos antes de fugir. Durante as investigações, a Polícia Civil apontou Matheus Lopes de Abreu como autor dos tiros e Rafael Mota Ribeiro, sócio da vítima, como responsável por planejar o crime. Ambos foram alvos da investigação conduzida pela Delegacia de Homicídios de Castanhal.>