Cão farejador intercepta cargueiro com mais de 100 kg de drogas rumo ao oeste paraense

Ação da Base Fluvial “Candiru” no Baixo Amazonas frustrou esquema de tráfico a bordo do navio Flor da Terra.

Publicado em 20 de outubro de 2026 às 08:33

Cão farejador intercepta cargueiro com mais de 100 kg de drogas rumo ao oeste paraense
Cão farejador intercepta cargueiro com mais de 100 kg de drogas rumo ao oeste paraense Crédito: Reprodução/Agência Pará

A calmaria do Baixo Amazonas foi quebrada na rota que liga Manaus a Santarém. Na última operação de rotina da Base Fluvial Integrada “Candiru”, estrategicamente posicionada no município de Óbidos, uma abordagem a um navio de passageiros e cargas revelou um carregamento milionário de entorpecentes escondido nos porões da embarcação.

A interceptação do navio Flor da Terra, ocorrida no último sábado (17) e detalhada pelas autoridades nesta segunda-feira (19), contou com um reforço decisivo: o faro apurado do cão Tupã, integrante do Canil Setorial de Santarém. Durante a varredura nas entranhas do barco, o animal sinalizou de forma precisa os compartimentos onde o material ilícito estava oculto.

Ao vasculharem o porão, os agentes de segurança tiraram de circulação 105 tabletes de drogas. O balanço oficial da carga apreendida detalha 77 tabletes o equivalente a mais de 82 quilos de skank, a chamada supermaconha; 23 tabletes, somando cerca de 24 quilos, de oxi; além de outros 5 tabletes de cocaína, totalizando 112 quilos de entorpecentes retirados das rotas fluviais da Amazônia.

O cerco fechou rapidamente para o responsável pelo carregamento. Identificado ainda a bordo, o suspeito não resistiu à abordagem e confessou abertamente que transportava a droga mediante a promessa de pagamento de R$ 5 mil pelo serviço de frete criminoso. Ele recebeu voz de prisão em flagrante e foi conduzido sob escolta até a delegacia local da Polícia Civil, onde o caso foi registrado e os trâmites legais foram deflagrados.

A ofensiva integra a estratégia de monitoramento dos rios paraenses coordenada pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), por meio do Grupamento Fluvial de Segurança Pública (Gflu), sufocando a logística de escoamento do tráfico na calha do rio Amazonas.