Publicado em 27 de março de 2026 às 18:52
Nesta sexta-feira (27), trechos do processo envolvendo o cantor Bruno Mafra vieram à tona e trouxeram mais detalhes sobre os abusos relatados pela vítima, hoje adolescente. O caso já havia ganhado grande repercussão após a manutenção da condenação em segunda instância e o posicionamento público do artista, que afirma ser inocente.>
De acordo com o depoimento, os abusos teriam começado quando a vítima tinha cerca de 5 anos, em Belém. Um dos episódios descritos teria ocorrido dentro de um carro estacionado em via pública.>
“...eu me lembro que estava no carro com meu pai, eu estava no banco da frente, tinha na época 5 ou 6 anos, ele colocou a mão dele do lado e começou a falar que ainda não estava molhadinha do jeito que o papai gosta... nessa época eu não conseguia raciocinar o que estava acontecendo...”>
Outro trecho menciona um episódio na casa da avó paterna, onde a criança teria sido levada a um quarto e exposta a conteúdo impróprio, além de sofrer novos abusos.>
“...ele falou ‘ai filha o papai vai te mostrar um joguinho bem interessante’... me levou para um quarto, trancou a porta... ele estava nu e mostrou o jogo com dois bonecos asiáticos transando e ficou se masturbando do meu lado... depois pegou minha mão... e falou para eu não contar para ninguém que era um segredinho...”>
Segundo o relato, o suspeito teria pedido que a vítima mantivesse silêncio sobre os episódios, o que pode ter contribuído para que a denúncia só fosse feita anos depois.>
O caso veio à tona quando as vítimas, já adultas, procuraram as autoridades. A Justiça do Pará entendeu que havia provas suficientes e manteve a condenação do cantor a mais de 30 anos de prisão, em regime fechado.>
Mesmo com a decisão, a defesa sustenta que o processo ainda não foi encerrado e afirma que seguirá recorrendo. Em nota divulgada anteriormente, Bruno Mafra declarou que é inocente e que confia na Justiça para o esclarecimento dos fatos.>