Caso Bruno Mafra: após repercussão, nova vítima denuncia possível abuso

Mãe de adolescente afirma que filha teria se envolvido com o artista aos 13 anos e diz ter sido manipulada à época; identidade foi preservada

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Jorge Mateus

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Publicado em 27 de março de 2026 às 15:39

 - Atualizado há 2 horas

O cantor Bruno Mafra, da Banda Bruno e Trio, foi condenado pela Justiça do Pará há 30 anos de prisão pelo crime.
O cantor Bruno Mafra, da Banda Bruno e Trio, foi condenado pela Justiça do Pará há 30 anos de prisão pelo crime. Crédito: Reprodução/Redes Sociais

A repercussão do caso que envolve o cantor Bruno Mafra, vocalista da banda Bruno e Trio, trouxe novas revelações. Desta vez, a cantora Eliana Renner, conhecida como Nega Lora, afirma que sua filha, à época com 13 anos, teria se envolvido com o artista em 2013.

Integrante da banda Quero+ naquele período — grupo que fez sucesso com a música São Amores — a cantora contou que já conhecia Bruno Mafra do meio musical, mas sem proximidade pessoal. Segundo ela, o caso veio à tona após perceber mudanças no comportamento da filha, como faltas frequentes à escola.

Após buscar informações com pessoas do meio artístico, Nega Lora chegou ao nome do cantor como possível responsável. Ela então entrou em contato e, segundo o relato, o artista confirmou que a adolescente estava com ele e a levou de volta para casa.

Na ocasião, tanto o cantor quanto a jovem negaram qualquer tipo de relação. Ainda assim, a cantora afirma acreditar que houve manipulação. “Eu creio que, no caminho de volta, ele já veio manipulando ela. Tudo foi colocado de forma que parecia consensual”, disse.

A artista relatou que, na época, decidiu não levar o caso às autoridades após a filha negar irregularidades. Segundo ela, também pesaram fatores como falta de orientação, medo de exposição e receio de prejuízos à carreira.

Com a recente repercussão do caso e a condenação do cantor em outro processo, a cantora afirma ter revivido a situação. “Hoje eu vejo que fui manipulada. Eu era mais nova, não tinha o discernimento que tenho agora. Sinto que deveria ter feito algo”, declarou.

Ela também contou que reencontrou o artista recentemente durante um evento no município de Maracanã, no Pará, onde ambos se apresentaram. De acordo com a cantora, o comportamento dele foi de naturalidade, como se nada tivesse ocorrido.

Apesar do relato, Nega Lora afirmou que não pretende formalizar denúncia, mas decidiu tornar a história pública para incentivar outras possíveis vítimas a se manifestarem. “Se for para ajudar outras pessoas a terem coragem de falar, já vale a pena”, disse.

O caso segue gerando forte repercussão no meio artístico paraense e entre o público, diante da gravidade das denúncias já reconhecidas pela Justiça em outro processo envolvendo o cantor.