Caso Giovanna: investigação sobre morte da empresária deve ser concluída nesta semana, afima advogado

Defesa da família afirma que Polícia Civil já reuniu documentos, perícias e depoimentos e deve encaminhar o inquérito à Justiça até sexta-feira (4).

Publicado em 1 de setembro de 2026 às 20:06

Giovanna Coelho morreu  após passar por uma cirurgia plástica.
Giovanna Coelho morreu  após passar por uma cirurgia plástica. Crédito: Reprodução / Redes Sociais

A investigação sobre a morte da empresária Giovanna Coelho Gomes, de 29 anos, entrou na reta final e pode ser concluída ainda nesta semana. A expectativa é do advogado criminalista Marco Pina, que representa a família da jovem. Segundo ele, o inquérito deve ser encerrado pela Polícia Civil até a próxima sexta-feira (4).

A apuração busca esclarecer as circunstâncias que levaram à morte de Giovanna após a realização de procedimentos estéticos em um hospital de Belém. A jovem foi submetida a uma combinação de 4 cirurgias no dia 7 de agosto e morreu no dia seguinte, após sofrer três paradas cardíacas.

De acordo com o advogado, a investigação já reuniu uma série de elementos, entre eles documentos, prontuário médico, perícias e depoimentos de testemunhas e investigados. Para a defesa da família, agora o principal objetivo é identificar quem pode ter responsabilidade direta ou indireta pelo desfecho do caso.

Laudo aponta causa da morte

A família recebeu, na última segunda-feira (31), o laudo oficial de necropsia elaborado pelo Instituto Médico Legal (IML). O documento aponta choque hemorrágico associado a uma síndrome compartimental abdominal como causas da morte.

Segundo o laudo, houve uma grave hemorragia no período pós-operatório, com presença de coágulos e hematomas nos tecidos da parede abdominal. Também foi identificada síndrome compartimental abdominal, condição caracterizada pelo aumento crítico da pressão dentro da cavidade abdominal.

O documento aponta ainda edema traumático e acúmulo de sangue e hematomas na região.

Família espera indiciamentos

Marco Pina afirma que, na avaliação da defesa, já existem elementos considerados robustos para apontar possíveis responsabilidades. O advogado declarou que não apenas o médico responsável pela cirurgia, mas também outros profissionais podem ser alvo de indiciamento.

A conclusão do inquérito, no entanto, caberá à autoridade policial responsável pela investigação. Depois de finalizado, o procedimento deverá ser encaminhado à Justiça e posteriormente ao Ministério Público do Pará (MPPA), que poderá avaliar as medidas cabíveis.

Caso o Ministério Público entenda que existem elementos suficientes, os possíveis indiciados poderão responder a uma ação penal e se tornar réus.

Relembre o caso

Giovanna Coelho Gomes, de 29 anos, morreu após passar por quatro procedimentos estéticos que incluíram abdominoplastia, lipoaspiração, colocação de prótese de mama e enxerto de gordura nos glúteos.

As cirurgias foram realizadas em um hospital de Belém no dia 7 de agosto. No dia seguinte, a jovem sofreu três paradas cardíacas e morreu.

Agora, a família aguarda a conclusão da investigação para saber quais serão os próximos passos e se haverá responsabilização criminal de envolvidos no caso.