Caso Giovanna: Polícia Civil aguarda laudo para esclarecer causa da morte

Prontuário médico foi oficialmente anexado ao inquérito; irmã da vítima prestou depoimento e médicos investigados ainda serão ouvidos.

Publicado em 19 de agosto de 2026 às 20:45

Giovanna Coelho, jovem que morreu após cirurgia plástica.
Giovanna Coelho, jovem que morreu após cirurgia plástica. Crédito: Reprodução/Arquivo Pessoal

A investigação sobre a morte de Giovanna Coelho, de 29 anos, ganhou novos elementos nesta quarta-feira (19). A Polícia Civil confirmou que o prontuário médico da paciente foi formalmente juntado ao inquérito e será analisado pelos investigadores.

Giovanna morreu no dia 8 de agosto, após ser submetida a procedimentos cirúrgicos estéticos em um hospital de Belém. O caso é investigado pela Polícia Civil, que busca esclarecer as circunstâncias que levaram à morte da paciente.

Segundo o delegado Diego Pinheiro, responsável pela investigação, a irmã de Giovanna prestou depoimento nesta quarta-feira e relatou detalhes sobre o período em que acompanhou a vítima durante o atendimento hospitalar.

A irmã esteve próxima de Giovanna desde o período do procedimento cirúrgico até o pós-operatório. Posteriormente, foi substituída pela mãe da vítima. Durante o depoimento, ela também apresentou informações relacionadas ao prontuário médico e apontou situações que deverão ser analisadas pela investigação.

Documentos foram solicitados

O delegado informou que, na semana passada, foram expedidos quatro ofícios para a Unimed, o Hospital Beneficente Portuguesa e os dois médicos que são investigados no caso. A documentação solicitada ainda será analisada pela equipe policial.

A investigação também aguarda resultado de exame que poderá contribuir para determinar a causa da morte de Giovanna.

Médicos ainda serão ouvidos

Os dois médicos investigados ainda não prestaram depoimento. Um deles estava previsto para ser ouvido nesta quarta-feira, mas não compareceu. Segundo o delegado, a ausência será registrada e uma nova intimação deverá ser expedida.

Como o procedimento corre sob sigilo, a Polícia Civil não informou a nova data prevista para os depoimentos.

Relatos nas redes sociais são analisados

Outro ponto da investigação envolve relatos publicados nas redes sociais por pessoas que afirmam ter tido experiências com atendimento dos médicos investigados.

De acordo com Diego Pinheiro, parte desse conteúdo foi materializada e teve sua integridade registrada por meio de hash e mecanismos de auditabilidade, para que possa ser analisada formalmente no inquérito.

Questionado sobre a possibilidade de essas pessoas serem ouvidas, o delegado afirmou que isso pode ocorrer caso a investigação considere necessário.

Com o prontuário anexado, o depoimento da irmã da vítima e outros documentos já reunidos, a Polícia Civil afirma que o inquérito possui novos elementos para avançar na apuração. A investigação, no entanto, ainda está em andamento e deverá depender de novas análises, depoimentos e resultados periciais.