Caso Yasmin Macêdo: julgamento de Lucas Magalhães começa nesta terça em Belém

O julgamento está marcado para iniciar às 8h de hoje (25)

Publicado em 25 de agosto de 2026 às 07:44

(O caso Yasmin continua sendo um dos crimes que mais mobilizam a opinião pública no estado.)
(O caso Yasmin continua sendo um dos crimes que mais mobilizam a opinião pública no estado.) Crédito: Reprodução

Quatro anos e oito meses após a morte da universitária e influenciadora digital Yasmin Cavaleiro de Macêdo, de 21 anos, o caso chega a uma nova etapa nesta terça-feira (25), com o julgamento de Lucas Magalhães de Souza pelo Tribunal do Júri, em Belém. A sessão será realizada pela 2ª Vara do Júri da Comarca de Belém, na Cidade Velha, sob a presidência do juiz Homero Lamarão Neto.

Ao longo do julgamento, estão previstas as oitivas de cinco testemunhas de acusação, quatro indicadas pela defesa e quatro testemunhas oficiais. Lucas é acusado de homicídio por dolo eventual, quando há entendimento de que o acusado assumiu o risco de provocar a morte, além de porte ilegal de arma de fogo, fraude processual e condução de embarcação sem habilitação.

Segundo as acusações, Lucas era o proprietário da lancha que transportava 19 pessoas durante um passeio em dezembro de 2021. A viagem terminou com o desaparecimento de Yasmin. O corpo da jovem foi localizado apenas no dia seguinte.

Quase um ano depois da morte, Lucas foi preso sob suspeita de homicídio por dolo eventual, fraude processual, porte ilegal de arma de fogo e disparo de arma de fogo. Em março de 2023, porém, ele foi colocado em liberdade por decisão da Justiça.

Ao longo desses pouco mais de quatro anos, recursos apresentados pela defesa contribuíram para adiar a realização do Tribunal do Júri. Para a mãe de Yasmin, Eliene Cristina Fontes, a morte da filha não ocorreu de forma acidental. E a realização do júri irá encerrar uma espera de quatro anos e oito meses, pois, será possível esclarecer questões que, segundo ela, ainda permanecem sem resposta.

Conforme a defensa, Lucas vem cumprindo as medidas determinadas pela Justiça, entre elas o recolhimento em horários estabelecidos, o comparecimento mensal perante o juízo e a obrigação de comunicar ao magistrado eventuais ausências superiores a oito dias.