Caso Yasmin Macêdo: veja qual foi a pena de Lucas Magalhães

Réu foi absolvido das acusações de homicídio com dolo eventual e fraude processual, mas acabou condenado por crimes relacionados a armas de fogo

Publicado em 25 de agosto de 2026 às 23:09

(Caso Yasmin Macêdo: julgamento de Lucas Magalhães tem relatos divergentes sobre morte da jovem)
(Caso Yasmin Macêdo: julgamento de Lucas Magalhães tem relatos divergentes sobre morte da jovem) Crédito: Foto: Divulgação/Ascom TJPA

Lucas Magalhães foi condenado a quatro anos e 10 meses de prisão pelos crimes de porte ilegal e disparo de arma de fogo no julgamento sobre a morte da influenciadora Yasmin Macêdo, realizado nesta terça-feira (25), no 2º Tribunal do Júri de Belém.

Apesar da condenação, Lucas não será preso. Conforme definido na sentença, a pena será cumprida em regime semiaberto e em liberdade. O réu foi absolvido pelo Conselho de Sentença das acusações de homicídio com dolo eventual e fraude processual, relacionadas diretamente ao caso de Yasmin.

A sentença foi proferida pelo juiz Homero Lamarão Neto após mais de 14 horas de julgamento. A decisão dos jurados foi anunciada por volta das 22h14, depois da votação dos quesitos apresentados pelo magistrado.

Pena pelos crimes com arma

Do total de quatro anos e 10 meses estabelecidos na sentença, dois anos e oito meses correspondem ao crime de disparo de arma de fogo. A condenação também inclui a pena referente ao porte ilegal da arma.

Durante o julgamento, a defesa de Lucas já havia admitido que ele realizou os disparos, mas sustentou que os tiros aconteceram em momento diferente do desaparecimento de Yasmin e não tinham relação com a morte da jovem.

A acusação, por outro lado, apresentou aos jurados as circunstâncias do passeio de lancha, incluindo a quantidade de pessoas na embarcação, o volume do som e os disparos realizados durante a noite.

Prisão e liberdade

Lucas foi preso cerca de 11 meses após a morte de Yasmin, ocorrida em dezembro de 2021, quando passou a responder pelas acusações de homicídio com dolo eventual, fraude processual, porte ilegal e disparo de arma de fogo.

Em março de 2023, ele deixou a prisão por determinação da Justiça e passou a responder ao processo em liberdade provisória.

No julgamento, o Conselho de Sentença decidiu que não havia responsabilidade criminal de Lucas pelos crimes de homicídio com dolo eventual e fraude processual. A condenação ficou restrita aos crimes relacionados à arma de fogo.

Com a sentença, Lucas deverá cumprir os quatro anos e 10 meses em regime semiaberto, em liberdade, conforme determinação do juiz responsável pelo Tribunal do Júri.