Publicado em 26 de setembro de 2026 às 10:49
A Companhia Docas do Pará (CDP), que virou alvo da Polícia Federal, Ministério Público Federal (MPF) e Controladoria-Geral da União (CGU), teria pago R$ 19,8 mil por pessoa em um coffee break suspeito de não ter sido realizado.>
Segundo apuração das Colunas Mirele Pinheiro e Grande Angular do portal Metrópoles, as investigações revelam que o buffet foi contratado supostamente para recepcionar uma comissão de 20 pessoas, durante auditoria no Terminal Petroquímico de Miramar, em Belém, em maio de 2025.>
Mas segundo documentos obtidos na apuração, no caso do buffet de R$ 19,8 mil por pessoa, a PF apontou pagamento antecipado, vultoso e “manifestamente incompatível com o mercado”. O teto previsto para esse serviço era R$ 2,2 mil. A estatal pagou um total de R$ 378,6 mil, na véspera do evento, para a SS Eventos, que também foi alvo da Operação Sonar.>
A PF disse que o local atestado, no Edifício Sede, não coincide com o local onde o serviço teria sido realizado, no Terminal Petroquímico de Miramar. Para a CGU, há indício de que não houve a prestação efetiva do serviço.>
A 4ª Vara Federal Criminal do Pará determinou a suspensão imediata do contrato e da ata de registro de preços da CDP com a SS Eventos e também proibiu a empresa de contratar com o Poder Público.>
O ex-presidente da CDP, é apontado como “líder” e “principal beneficiário” de um esquema de desvios de recursos públicos, cobrança de propina de fornecedores e direcionamento de contratos.>
Durante a Operação Sonar, realizada no dia 15 de setembro, o cunhado do ex-presidente da companhia, apontado como laranja, foi preso com R$ 1,2 milhão escondido em malas.>