Com 32 mandados de prisão, Pará vira peça-chave em megaoperação da PF em 14 estados

Forças integradas de segurança miram a estrutura logística e financeira de redes criminosas.

Publicado em 8 de julho de 2026 às 08:59

Com 32 mandados de prisão, Pará vira peça-chave em megaoperação da PF em 14 estados
Com 32 mandados de prisão, Pará vira peça-chave em megaoperação da PF em 14 estados Crédito: Reprodução/FICCO

O Pará virou um dos cenários principais de uma gigantesca investida contra as maiores facções criminosas do país. Na manhã desta quarta-feira (8), a Polícia Federal, operando por meio das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado, acionou um cerco simultâneo que abrange 14 estados brasileiros. Por aqui, a ofensiva ganhou o nome de Operação Coalizão, concentrando esforços significativos para desarticular esquemas locais de tráfico e ocultação de bens, com o cumprimento de 32 ordens de prisão e outras 32 de busca e apreensão.

Em termos nacionais, a mobilização, chamada genericamente de Operação Força Integrada III, é massiva. O Judiciário validou ao todo 272 ordens restritivas, divididas entre 179 varreduras de busca e 93 prisões de suspeitos, além do bloqueio de bens. A estratégia une forças de diferentes instituições, engajando polícias civis, militares, penais e a Polícia Rodoviária Federal, sob a gestão da Secretaria Nacional de Políticas Penais.

O foco paraense na Operação Coalizão ajuda a desenhar um mapa onde o estado se destaca pela necessidade de conter o avanço dessas redes. No restante do país, a operação ganha contornos específicos em cada região, como a remoção de câmeras clandestinas que vigiavam vias públicas em Minas Gerais, o combate ao roubo de cargas em São Paulo e o bloqueio de rotas que ligavam o Ceará ao tráfico da Região Norte.

O objetivo estratégico das autoridades é interromper o fluxo financeiro e logístico que alimenta delitos graves. Além do tráfico internacional de drogas e armas, as investigações miram homicídios violentos, adulteração de substâncias com componentes químicos e a lavagem de dinheiro que financia o estilo de vida das lideranças criminosas.

Com a ação coordenada de hoje, o governo busca enfraquecer o poder de comando das facções tanto dentro quanto fora do território paraense.