Defensoria investiga falhas no abastecimento de água em Belém

Moradores relatam falhas no abastecimento e falta de tratamento adequado na Benedito Monteiro

Publicado em 12 de fevereiro de 2026 às 18:01

Moradores relatam falhas no abastecimento e falta de tratamento adequado na Benedito Monteiro
Moradores relatam falhas no abastecimento e falta de tratamento adequado na Benedito Monteiro Crédito: Divulgação 

Nesta terça-feira (10), a Defensoria Pública do Estado do Pará notificou a concessionária Águas do Pará para esclarecer possíveis irregularidades no fornecimento de água e no serviço de esgotamento sanitário na comunidade Benedito Monteiro, em Belém.

A medida foi tomada após moradores procurarem o Núcleo de Defesa da Moradia da instituição relatando interrupções no abastecimento e suspeitas de que a água não estaria recebendo o tratamento adequado. Diante das denúncias, o Núcleo de Defesa do Consumidor solicitou informações detalhadas à empresa.

No documento, a Defensoria pediu dados sobre o número de famílias atendidas atualmente, se existe um plano específico para melhorar o abastecimento na área, como é feito o tratamento da água, qual o nível de pressão da rede e quais providências já foram adotadas para resolver os problemas.

Outro ponto levantado foi a desativação de uma antiga unidade de tratamento de água da comunidade, retirada há cerca de dez anos. A Defensoria quer saber os motivos da desativação e se há estudos para implantar alternativas que garantam mais qualidade no serviço. Como medida emergencial ou permanente, também foi sugerida a instalação de um reservatório ou caixa d’água comunitária para reduzir os impactos da possível falta de abastecimento.

O defensor público e coordenador do Núcleo de Defesa do Consumidor, Cássio Bitar, afirmou que a instituição acompanha a prestação dos serviços desde a transição da antiga Cosanpa para a Águas do Pará, ocorrida em setembro do ano passado. Segundo ele, o objetivo é garantir que a mudança não traga prejuízos à população e que haja melhoria no atendimento.

Conforme o defensor, a intenção inicial é buscar uma solução administrativa por meio do diálogo com a concessionária, evitando a judicialização do caso. A Defensoria não descarta acionar o Poder Judiciário caso as respostas não sejam satisfatórias ou as demandas não sejam atendidas.