PGR e ministros do STF pressionam por afastamento de Toffoli da relatoria do caso Banco Master

Expectativa é de que ministro seja aconselhado a se declarar suspeito em reunião nesta quinta-feira (12)

Publicado em 12 de fevereiro de 2026 às 18:39

(Ministro do STF, Dias Toffoli) 
(Ministro do STF, Dias Toffoli)  Crédito: Foto: Rosinei Coutinho/STF

Interlocutores do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) afirmam que cresceu, nas duas instituições, a defesa de que o ministro Dias Toffoli se afaste do chamado caso Master, como forma de reduzir a pressão sobre a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a própria Corte.

A expectativa tanto na PGR quanto no STF é de que, na reunião prevista para a tarde desta quinta-feira (12), no Supremo, Toffoli seja aconselhado a se declarar suspeito. Caso rejeite a orientação, fontes próximas a Gonet avaliam que o procurador-geral pode rever sua posição até agora adotada no processo, que tem sido a de não pedir formalmente o afastamento do ministro.

Pela legislação, a suspeição de um magistrado pode ser arguida pelo próprio ministro ou pela PGR. Há ainda a possibilidade de o presidente do STF reconhecer a suspeição e submeter a decisão ao plenário da Corte. Essa alternativa, no entanto, está descartada neste momento, segundo fontes ouvidas pela reportagem.

Nos bastidores, Gonet tem administrado a pressão interna e contido pedidos de parlamentares para que a PGR solicite formalmente a suspeição de Toffoli. Procuradores ouvidos nesta quinta-feira afirmam que a ampla maioria da categoria defende o afastamento do ministro do caso.

Com informações de portal G1 e CNN