Publicado em 4 de setembro de 2026 às 17:06
A defesa do médico Marcelo Antony Dantas, o plantonista indiciado por homicídio culposo no caso da jovem empresaria Giovanna Coelho, que morreu após uma série de procedimentos cirúrgicos, em Belém, alega que ele foi indiciado sem ter sido ouvido durante as investigações.>
A Polícia Civil concluiu o inquérito da morte da empresária de 29 anos, nesta sexta-feira, e quatro médicos foram indiciados pela morte da paciente. Entre eles está o cirurgião plástico responsável por uma das cirurgias, que também foi indiciado por falsidade ideológica, e o médico plantonista da madrugada, Marcelo Dantas, que foi indiciado por homicídio culposo majorado.>
Entretanto, segundo o advogado Lucas Sá Souza, que atua na defesa de Marcelo, o médico não chegou a ser ouvido durante as investigações. Em nota enviada ao Roma News, a defesa afirma que teve acesso aos autos do inquérito menos de 18 horas antes da oitiva e requereu seu adiamento para a semana seguinte, a fim de analisar adequadamente o conteúdo do procedimento, considerando a complexidade do caso e o fato de que o médico seria ouvido após cumprir um plantão de 24 horas.>
“Apesar do pedido fundamentado apresentado pela defesa, o inquérito foi concluído sem que Marcelo tivesse a oportunidade de prestar seus esclarecimentos. A defesa ressalta que Marcelo pretende ser ouvido e apresentar sua versão dos fatos. Também possui documentos que, segundo a defesa, demonstram que o médico não agiu com negligência ou omissão no caso”, diz a nota.>
Segundo a Polícia Civil, o inquérito buscou esclarecer as circunstâncias que levaram à morte de Giovanna após os procedimentos cirúrgicos. Durante a apuração, foram ouvidas testemunhas e analisadas informações relacionadas ao atendimento prestado à empresária.>
O caso segue para as próximas etapas da Justiça, que deverá analisar as conclusões apresentadas pela Polícia Civil e decidir sobre eventual responsabilização dos investigados.>