Publicado em 3 de agosto de 2026 às 17:19
Os consumidores paraenses poderão enfrentar um novo aumento na conta de energia elétrica ainda nesta semana. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) analisa nesta terça-feira (4) a proposta de reajuste tarifário anual da Equatorial Pará, que prevê elevação média de 7,6% nas tarifas cobradas no estado.>
Caso o índice seja aprovado, as novas tarifas passam a valer a partir da próxima sexta-feira (7) e devem atingir cerca de 3,12 milhões de unidades consumidoras distribuídas pelos 144 municípios paraenses.>
Pela proposta em discussão, os consumidores de baixa tensão, grupo que inclui residências e pequenos estabelecimentos comerciais, terão reajuste de 7,4%. Já os consumidores de alta tensão, como indústrias e grandes empresas, poderão ter aumento de 8,42%.>
Segundo informações divulgadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA), o percentual poderia ser ainda maior. Sem a utilização antecipada de R$ 500 milhões provenientes do Uso do Bem Público (UBP), o reajuste médio chegaria a 13,41%.>
Nesse cenário, a alta seria de 13,92% para consumidores de baixa tensão e de 11,30% para os de alta tensão. O recurso foi incorporado ao cálculo tarifário para reduzir o impacto financeiro aos consumidores.>
De acordo com a Aneel, aproximadamente 61% da tarifa de energia corresponde à chamada Parcela A, que reúne custos como compra de energia, encargos setoriais, transmissão e ajustes financeiros de ciclos anteriores. Os demais 39% estão relacionados aos custos operacionais da distribuidora, conhecidos como Parcela B.>
O reajuste ocorre em meio às preocupações com o custo de vida da população. Apesar da desaceleração da inflação em alguns períodos de 2026, os gastos com itens essenciais continuam pressionando principalmente as famílias de menor renda.>
O Dieese também destaca uma contradição histórica no estado. Mesmo sendo um dos principais produtores de energia do país e abrigando grandes hidrelétricas que abastecem o Sistema Interligado Nacional, o Pará segue registrando tarifas consideradas elevadas.>
Levantamento do órgão aponta que, entre 2016 e 2025, a tarifa residencial acumulou aumento de 81,62%, percentual superior à inflação oficial medida pelo INPC no mesmo período, que ficou em torno de 56%.>
Em nota, a Equatorial Pará informou que a definição dos índices tarifários é de responsabilidade exclusiva da Aneel. A concessionária afirmou que aguarda a decisão do órgão regulador para aplicar os valores que forem homologados e reforçou que o procedimento previsto para agosto corresponde ao reajuste tarifário anual previsto no contrato de concessão.>