Presidente da Uefa tenta articular boicote ao Mundial de Clubes e busca apoio do dono do PSG

O torneio foi um dos principais projetos implementados por Infantino

Publicado em 3 de agosto de 2026 às 17:24

Chelsea conquistou o título do Mundial
Chelsea conquistou o título do Mundial Crédito: X / FIFA Club World Cup

A disputa política entre Uefa e Fifa ganhou um novo capítulo. O presidente da entidade europeia, Aleksander Ceferin, pretende buscar apoio da Associação de Clubes Europeus (ECA) para discutir um possível boicote à próxima edição da Copa do Mundo de Clubes, marcada para 2029.

Segundo o site britânico talkSport, Ceferin aproveitará a realização da Supercopa da Uefa, no próximo dia 12 de agosto, em Salzburg, na Áustria, para se reunir com Nasser Al-Khelaifi, presidente do Paris Saint-Germain e também da ECA, entidade que representa mais de 850 clubes do continente.

O dirigente europeu, porém, terá pela frente um obstáculo importante. Al-Khelaifi é considerado um dos principais aliados políticos de Gianni Infantino e teve participação direta na construção do modelo comercial do Mundial de Clubes disputado em 2025, nos Estados Unidos.

Apesar disso, a reportagem afirma que parte dos clubes filiados à ECA ainda aguarda o pagamento das cotas de solidariedade prometidas pela Fifa após a primeira edição do torneio, fator que pode influenciar o debate sobre o futuro da competição.

O Mundial de Clubes foi um dos principais projetos implementados por Infantino e teve o Chelsea como primeiro campeão no novo formato. Embora tenha sido considerado um sucesso esportivo e comercial, a Fifa ainda não definiu a sede nem concluiu o planejamento comercial da edição de 2029.

A tensão entre Uefa e Fifa aumentou nas últimas semanas após a revelação de um plano para vender participações em torneios organizados pela entidade máxima do futebol a investidores privados. A proposta gerou forte reação da Uefa, que chegou a cogitar um boicote às competições da Fifa. Posteriormente, Concacaf e Confederação Asiática de Futebol também manifestaram oposição ao projeto.

Diante da pressão das confederações e dos clubes, Infantino acabou recuando da proposta, mas o desgaste político entre as entidades permanece e pode refletir diretamente no futuro da Copa do Mundo de Clubes.