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Publicado em 19 de março de 2026 às 12:01
O novo Ranking do Saneamento 2026 acendeu um alerta para a realidade de municípios paraenses. De acordo com o levantamento do Instituto Trata Brasil, cidades como Santarém, Parauapebas, Belém e Ananindeua estão entre os piores desempenhos do país no acesso a serviços básicos como coleta e tratamento de esgoto.>
Entre os casos mais críticos está Santarém, que ocupa a última colocação no ranking, com apenas 3,28% da população atendida por coleta de esgoto. Já Parauapebas também aparece entre os piores, com apenas 20,71% de cobertura e indicadores considerados insuficientes para avançar rumo à universalização.>
Na Região Metropolitana de Belém, o cenário também preocupa. A capital paraense registra apenas 25,27% de atendimento de esgoto, além de altos índices de perdas na distribuição de água, que chegam a quase 59%. Ananindeua, por sua vez, apresenta pouco mais de 37% de cobertura de esgoto e investimento médio de apenas R$ 22,28 por habitante, um dos mais baixos do ranking.>
Outros municípios paraenses também aparecem na lista, como Marabá, com cerca de 33% de cobertura de esgoto e índices ainda abaixo do ideal em diversos indicadores.>
O levantamento mostra que, de forma geral, os municípios com pior desempenho, grupo que inclui várias cidades do Pará, investem em média R$ 77,58 por habitante em saneamento, valor muito inferior aos R$ 225 considerados necessários para garantir a universalização dos serviços até 2033.>
Além da baixa cobertura, o estudo evidencia problemas estruturais, como a falta de tratamento adequado de esgoto e perdas elevadas na distribuição de água, fatores que impactam diretamente a saúde pública e a qualidade de vida da população.>
O ranking reforça ainda a desigualdade regional no Brasil. Enquanto cidades do Sul e Sudeste já atingiram níveis próximos da universalização, municípios do Norte, especialmente no Pará, seguem enfrentando dificuldades históricas relacionadas à infraestrutura e ao baixo volume de investimentos no setor.>
A equipe de reportagem solicitou um posicionamento da Águas do Pará e da Cosanpa sobre os dados apresentados no estudo e as medidas adotadas para melhorar os indicadores de saneamento no estado. Até o momento, não houve retorno.>