Dona de buffet é presa em Castanhal suspeita de golpes que causaram prejuízo de R$ 118 mil

Pelo menos sete pessoas denunciaram cancelamentos de festas na véspera dos eventos

Publicado em 2 de novembro de 2026 às 17:49

Pelo menos sete pessoas denunciaram cancelamentos de festas na véspera dos eventos
Pelo menos sete pessoas denunciaram cancelamentos de festas na véspera dos eventos Crédito: Reprodução 

A dona de uma empresa de eventos foi presa na manhã deste domingo (1º), em Castanhal, no nordeste do Pará, suspeita de aplicar golpes em clientes que contratavam serviços para a realização de festas. Rosiane Corrêa da Silva, de 49 anos, é proprietária da Casa Gastro e responde a uma investigação por estelionato.

Segundo a Polícia Civil, pelo menos sete pessoas procuraram as autoridades após enfrentarem problemas com a empresa. Os relatos envolvem festas de casamento, formaturas e aniversários que teriam sido canceladas de última hora, sem que os valores pagos antecipadamente fossem devolvidos. O prejuízo estimado já supera R$ 118 mil.

O caso que deu início às investigações foi denunciado por uma mulher que contratou a empresa para organizar a festa de 15 anos da filha. Ela informou ter desembolsado R$ 21.828 pelo serviço, mas recebeu a notícia do cancelamento na véspera da comemoração.

Conforme as apurações, a empresária solicitava o pagamento antecipado dos contratos sob a justificativa de que precisava repassar os valores aos fornecedores responsáveis por serviços como buffet, decoração e som.

No entanto, ao entrar em contato diretamente com os profissionais, a cliente descobriu que nenhum deles havia sido contratado ou recebido dinheiro para a realização da festa. Mesmo após o cancelamento, o valor pago não foi restituído.

A repercussão da denúncia levou outras seis pessoas a procurarem a delegacia para relatar situações semelhantes. Entre os casos estão festas infantis, comemorações de debutantes, casamentos e formaturas. A Polícia Civil instaurou procedimentos individuais para investigar cada denúncia.

Além da prisão, a Justiça autorizou o bloqueio de contas bancárias da investigada e da Casa Gastro, limitado a R$ 21.828, quantia equivalente ao prejuízo relatado pela primeira vítima. A medida busca garantir o possível ressarcimento do valor.

Após ser presa, Rosiane foi encaminhada ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça. Ela deverá passar por audiência de custódia.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer as circunstâncias dos casos e verificar a existência de outras possíveis vítimas.