Empresário investigado por abuso sexual é solto após audiência de custódia

Suspeito responde a investigação em Abaetetuba; Polícia Civil aponta tentativa de interferência nas apurações

Publicado em 31 de maio de 2026 às 18:43

Suspeito responde a investigação em Abaetetuba; Polícia Civil aponta tentativa de interferência nas apurações
Suspeito responde a investigação em Abaetetuba; Polícia Civil aponta tentativa de interferência nas apurações Crédito: Reprodução

Neste domingo (31), o empresário Harrison, investigado por um suposto caso de abuso sexual envolvendo uma menina de 11 anos, teve a liberdade concedida pela Justiça após audiência de custódia realizada em Abaetetuba, no nordeste do Pará. O caso continua sob investigação da Polícia Civil e segue em segredo de Justiça.

A decisão foi tomada durante a audiência de custódia, procedimento em que a Justiça avalia a legalidade da prisão e define as medidas cabíveis. Segundo a advogada Denilza Teixeira, a defesa acompanhou todos os trâmites legais e continuará atuando no processo. Os motivos que levaram à concessão da liberdade não foram detalhados.

Antes da decisão judicial, a Polícia Civil havia informado que o empresário também era investigado por uma suposta tentativa de interferir no andamento das apurações. De acordo com o delegado Mhoab Khayan, uma testemunha relatou ter recebido mensagens de texto e áudios enviados pelo investigado por meio de uma rede social.

Segundo a polícia, nas conversas o empresário teria pedido que determinadas informações relacionadas ao caso não fossem repassadas às autoridades. Para o delegado, a conduta poderia caracterizar tentativa de obstrução da instrução criminal e comprometimento da produção de provas.

As investigações apontam ainda que o suspeito teria deixado a cidade após tomar conhecimento das denúncias. Posteriormente, ele se apresentou espontaneamente à delegacia para prestar esclarecimentos e acabou preso em flagrante.

A delegada responsável pelo inquérito chegou a solicitar à Justiça a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. Além disso, a Polícia Civil requereu medidas protetivas de urgência com base na Lei Henry Borel e na Lei Maria da Penha para garantir a segurança das vítimas e familiares.

O caso continua sendo acompanhado pela Polícia Civil e pelo Poder Judiciário. Novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das investigações e dos procedimentos legais.