Fala de desembargadora sobre dificuldades financeiras de juízes repercute

Declaração em sessão pública levanta debate sobre remuneração, imagem da magistratura e limites do teto constitucional

Publicado em 20 de abril de 2026 às 11:47

Fala de desembargadora sobre dificuldades financeiras de juízes repercute
Fala de desembargadora sobre dificuldades financeiras de juízes repercute Crédito: Redes sociais 

Uma declaração feita pela desembargadora Eva Amaral Coelho do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), durante sessão pública, chamou atenção e passou a repercutir dentro e fora do meio jurídico. Ao comentar mudanças recentes que impactam a remuneração da magistratura, a integrante da Corte afirmou que juízes estariam enfrentando dificuldades financeiras.

No pronunciamento, a magistrada relatou que colegas teriam reduzido gastos essenciais, como consultas médicas e compra de medicamentos, além de demonstrarem preocupação com despesas do dia a dia.

"Há juízes deixando de ir ao médico, suspendendo remédios e preocupados com contas básicas", declarou a desembargadora durante o discurso.

Na mesma fala, a magistrada criticou a forma como a categoria vem sendo retratada no debate público. De acordo com ela, juízes passaram a ser vistos como privilegiados e sem compromisso com o trabalho, o que, segundo sua avaliação, não corresponde à realidade enfrentada por parte da magistratura.

Em um dos trechos, a desembargadora, afirmou que, caso o cenário atual persista, membros da carreira poderiam chegar a uma situação extrema, fazendo referência a condições análogas ao “trabalho escravo”. 

O episódio ocorre em meio a um debate sobre o teto constitucional, benefícios adicionais no serviço público e a transparência nos vencimentos de integrantes do Judiciário.

A equipe de reportagem do Roma News, solicitou um posicionamento do Tribunal de Justiça do Pará. Até o momento, não houve retorno oficial do órgão.