Publicado em 15 de julho de 2026 às 20:33
A equipe do Portal Roma News esteve na manhã desta quarta-feira (15) na Praça Batista Campos, um dos principais cartões-postais de Belém, para acompanhar de perto uma situação que tem gerado reclamações entre comerciantes e frequentadores: o aumento da população de garças no local e os impactos causados pela presença das aves.>
Conhecida pela grande área arborizada e pelos lagos que atraem visitantes diariamente, a praça também se tornou um ambiente favorável para a permanência e reprodução das garças. O excesso de aves nas copas das árvores tem provocado um problema que afeta diretamente quem trabalha e circula pelo espaço. Fezes e penas são encontradas em diversos pontos da praça, atingindo bancos, calçadas, brinquedos e até comerciantes que passam o dia no local.>
A situação ganhou ainda mais atenção após a morte de um fisioterapeuta de 53 anos, registrada em setembro de 2025. O homem desenvolveu uma infecção causada por fungos presentes nas fezes das aves, caso que repercutiu na capital paraense e levantou discussões sobre os riscos à saúde pública.>
Quase um ano depois do episódio, a Prefeitura de Belém iniciou uma força-tarefa para reduzir a concentração de garças na Praça Batista Campos. De acordo com o município, as ações buscam promover a migração gradual das aves para outras áreas, diminuindo a quantidade de animais no local.>
Quem frequenta o local todo dia aponta que a praça reúne características que favorecem a permanência das garças. Para o vendedor de brinquedos Nazareno Silva, os lagos abastecidos por peixes funcionam como fonte de alimento, enquanto as árvores servem de abrigo e local de reprodução.>
“A venda dos brinquedos caíram muito, o pessoal não não vem mais, os pais não trazem mais os filhos pra brincar como antes porque as garças vomitam e fazem coco em cima das crianças, aí não tem como”, lamenta o vendedor.>
Com a existência de diversos ninhos, o espaço também se tornou um verdadeiro berçário para as aves, o que contribui para o crescimento contínuo da população.>
Os comerciantes relatam conviver diariamente com o forte odor provocado pelo acúmulo de fezes, e frisam a necessidade constante de limpeza dos espaços, isso tudo tem afetado também a queda das vendas desses autônomos.>
O vendedor de coco Carlos Costa que trabalha há 26 anos na praça diz que a quantidade de clientes caiu drasticamente após o número de aves crescer no local.>
“O poder público demorou muito para agir”, frizou.>
Assista:>
Frequentadores demonstraram preocupação com a situação, afirmando que muitas famílias evitam permanecer por longos períodos na praça devido ao desconforto causado pela sujeira e pelo risco de serem atingidas pelos dejetos das aves.>
Apesar das medidas já anunciadas pela prefeitura, moradores e trabalhadores esperam que as ações tragam resultados efetivos nos próximos meses. Enquanto isso, a Praça Batista Campos segue dividida entre sua beleza histórica e os desafios provocados pela grande concentração de garças, um problema que tem impacto direto na qualidade de vida de quem utiliza diariamente um dos espaços públicos mais tradicionais de Belém.>