Parlamento da França aprova lei que autoriza morte assistida sob condições

Texto apoiado por Emmanuel Macron ainda será analisado pelo Conselho Constitucional antes de poder entrar em vigor.

Publicado em 15 de julho de 2026 às 20:02

(A proposta, defendida pelo presidente Emmanuel Macron, representa uma das reformas mais debatidas dos últimos anos no país.)
(A proposta, defendida pelo presidente Emmanuel Macron, representa uma das reformas mais debatidas dos últimos anos no país.) Crédito: Divulgação

O Parlamento da França aprovou, nesta quarta-feira (15), o projeto de lei que autoriza a morte assistida, também conhecida como eutanásia, em situações específicas. A proposta, defendida pelo presidente Emmanuel Macron, representa uma das reformas mais debatidas dos últimos anos no país.

Com a aprovação, a França passa a integrar o grupo de nações que permitem a morte assistida em determinadas circunstâncias, ao lado de países como Bélgica, Países Baixos, Suíça, Canadá e Uruguai.

A eutanásia consiste na interrupção intencional da vida de um paciente, mediante seu consentimento, por meio da administração de uma dose letal de medicamento realizada por um profissional de saúde. O procedimento difere do suicídio assistido, no qual a equipe médica fornece os medicamentos, mas a administração da dose fatal é feita pelo próprio paciente.

Apesar da aprovação no Parlamento, a medida ainda não está definitivamente em vigor. O primeiro-ministro, Sebastien Lecornu, solicitou que o texto seja analisado pelo Conselho Constitucional da França, órgão responsável por verificar se as leis estão de acordo com a Constituição do país.

As decisões do Conselho têm caráter vinculante e podem resultar tanto na validação integral da proposta quanto na rejeição de trechos específicos ou, em casos excepcionais, na invalidação de toda a legislação.

Com informações do portal g1