Investimentos em ciência e inovação no Pará ultrapassam R$ 40 milhões em cinco anos

Os recursos foram aplicados na manutenção da estrutura, modernização de laboratórios, apoio a startups e incentivo a projetos voltados à inovação

Publicado em 16 de junho de 2026 às 09:46

Os recursos foram aplicados na manutenção da estrutura, modernização de laboratórios, apoio a startups e incentivo a projetos voltados à inovação
Os recursos foram aplicados na manutenção da estrutura, modernização de laboratórios, apoio a startups e incentivo a projetos voltados à inovação Crédito: Agência Pará

Nos últimos cinco anos, o Governo do Pará investiu mais de R$ 40 milhões no Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá, em Belém. Os recursos foram aplicados na manutenção da estrutura, modernização de laboratórios, apoio a startups e incentivo a projetos voltados à inovação.

Criado para aproximar universidades, empresas e o poder público, o PCT Guamá se tornou um dos principais ambientes de desenvolvimento tecnológico da Amazônia. O espaço reúne laboratórios, pesquisadores, empreendedores e empresas que trabalham na criação de soluções para diferentes áreas.

Do total investido, mais de R$ 30 milhões foram destinados à manutenção da infraestrutura e à melhoria dos laboratórios. Outros recursos foram direcionados a programas de incentivo ao empreendedorismo, como o Startup Pará, que recebeu cerca de R$ 5 milhões, e o Impulso Amazônia, voltado ao fortalecimento de negócios inovadores, que contou com quase R$ 4 milhões.

Segundo a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet), o investimento busca ampliar a capacidade do estado de desenvolver soluções próprias, valorizar o conhecimento produzido na região e estimular o crescimento econômico de forma sustentável.

Gestores do parque destacam que o apoio financeiro garante o funcionamento dos laboratórios, a qualificação das equipes técnicas e a captação de novos recursos para projetos de pesquisa e inovação.

Empresas instaladas no complexo também apontam benefícios. A S&L Energia afirma que o ambiente facilita parcerias e reduz barreiras para o desenvolvimento de novas soluções. Já a Solved, que atua nas áreas de inteligência artificial e monitoramento ambiental, destaca que a convivência com pesquisadores, empresas e órgãos públicos favorece a criação de projetos de maior impacto.

O investimento também beneficia a pesquisa científica. Um dos exemplos é o Laboratório de Tecnologia Supercrítica (Labtecs), da Universidade Federal do Pará (UFPA), que recebeu melhorias em sua infraestrutura. Pesquisadores ressaltam que a manutenção dos laboratórios é essencial para o avanço da ciência e para a formação de profissionais qualificados na região.