Greve na empresa São José chega ao sexto dia e rodoviários anunciam protesto em Belém

Trabalhadores convocaram manifestação para esta sexta-feira (30), às 7h30, em frente à garagem da empresa, em meio a reivindicações por salários e benefícios atrasados.

Publicado em 29 de outubro de 2026 às 20:00

Greve na empresa São José afeta 25 mil passageiros em Belém
Greve na empresa São José afeta 25 mil passageiros em Belém Crédito: Reprodução/Andrey Alves

A paralisação dos trabalhadores da empresa de ônibus São José chega ao sexto dia nesta sexta-feira (30), em Belém. Para marcar a data, os rodoviários convocaram um protesto a partir das 7h30, em frente à garagem da empresa, para cobrar o atendimento das reivindicações da categoria.

O movimento começou no domingo (25) e, segundo os trabalhadores, é motivado por atrasos no pagamento de salários, vale-alimentação e férias. As pendências, conforme os relatos dos funcionários, chegam a três meses. A categoria também aponta problemas no abastecimento de combustível dos veículos e falta de repasse de valores descontados diretamente dos contracheques.

A greve afeta três linhas de ônibus que atendem diferentes áreas da capital paraense: 323, que liga Canudos à Praça Amazonas, pela Perimetral; 324, entre Canudos e a avenida Presidente Vargas; e 912, que faz o trajeto entre Castanheira e o shopping Pátio Belém, na modalidade seletiva. A estimativa divulgada anteriormente é de que cerca de 25 mil passageiros sejam impactados pela paralisação.

O Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Belém (SINTREBEL), por meio do presidente Altair Brandão e de sua diretoria, declarou apoio aos funcionários e reforçou a convocação para o ato desta sexta-feira.

Em posicionamento divulgado anteriormente, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém (Setransbel) atribuiu as dificuldades financeiras da São José à crise enfrentada pelo sistema de transporte público, citando o aumento dos custos com diesel, manutenção, peças e salários, além da redução no número de passageiros pagantes. A entidade informou que havia negociações entre a empresa, os funcionários e o sindicato dos rodoviários para buscar a quitação dos débitos e a retomada do serviço.