Homem é preso no Pará por armazenar e compartilhar material de abuso infantil

Investigação da Polícia Civil revelou que o suspeito utilizava perfis falsos de mulheres em redes sociais para atrair vítimas e praticar extorsão.

Publicado em 8 de abril de 2026 às 17:09

Polícia Civil do Pará deflagrou a operação “Quebra de Rede”, resultando na prisão de um homem no município de Magalhães Barata. —
Polícia Civil do Pará deflagrou a operação “Quebra de Rede”, resultando na prisão de um homem no município de Magalhães Barata. — Crédito: Divulgação

Na manhã desta quarta-feira (8), a Polícia Civil do Pará deflagrou a operação “Quebra de Rede”, resultando na prisão de um homem no município de Magalhães Barata. O investigado é acusado de armazenar e compartilhar conteúdo de abuso sexual infantil, além de ter sido autuado em flagrante pelo crime de extorsão.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca) da Santa Casa, apontaram que o suspeito operava por meio de um perfil falso em uma rede social de vídeos. Fazendo-se passar por uma mulher e utilizando fotografias fakes, ele atraía adolescentes e adultos do sexo masculino para obter imagens íntimas em troca de suposto conteúdo próprio.

Assim que as vítimas enviavam o material, o investigado passava a chantageá-las, exigindo novas imagens sob a ameaça de divulgar o conteúdo na cidade. Durante a ação policial, foi encontrado um vasto material pornográfico em posse do suspeito.

Além da prisão em Magalhães Barata, a operação cumpriu um mandado de busca e apreensão em Belém, onde diversos dispositivos eletrônicos foram recolhidos. Todo o material apreendido foi encaminhado para a Polícia Científica do Pará para perícia especializada.

A operação contou com o apoio do Grupo de Trabalho de Vulneráveis (GVT/NIP). Segundo a delegada Danielle Ambrósio, titular da Deaca Santa Casa, os trabalhos continuam para identificar outras possíveis vítimas e novos suspeitos que possam estar envolvidos na venda e compartilhamento do material ilícito. O preso permanece à disposição do Poder Judiciário.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Cássio Leal.