Homem morre após infecção causada por fungos presentes em fezes de garça em Belém

Fisioterapeuta morre após desenvolver infecção grave provocada por fungos presentes nas fezes de aves, na Praça Batista Campos, em Belém

Publicado em 17 de abril de 2026 às 08:14

Homem morre após infecção causada por fungos presentes em fezes de garça em Belém
Homem morre após infecção causada por fungos presentes em fezes de garça em Belém Crédito: Reprodução

Um fisioterapeuta de 53 anos morreu após ter contato com fezes de garça, em Belém. O caso foi registrado em setembro de 2025, quando o homem caminhava pela Praça Batista Campos, conhecida pela grande concentração de garças. O fungo Cryptococcus, presente nas fezes da ave, causou uma infecção grave no fisioterapeuta, afetando seu cérebro e pulmões.

O paciente começou a apresentar sintomas como tontura, cansaço e fortes dores de cabeça logo após o contato com as fezes. Apesar de ter procurado atendimento médico e iniciado o tratamento, a infecção evoluiu rapidamente e, após quatro meses de agravamento do quadro, ele morreu. 

De acordo com o médico responsável pelo caso, o fungo se alojou no cérebro e no pulmão do fisioterapeuta. O infectologista Lourival Marsola explica que o risco de infecção não está no contato direto com as aves, mas na inalação das partículas de fungo presentes nas fezes, principalmente quando as fezes secam e se dispersam pelo ar.

"Não é o fato de as fezes caírem sobre a cabeça que causam a infecção. O que gera o risco é a inalação de esporos de fungos presentes nas fezes ressecadas, que podem provocar doenças graves como a meningite crônica", afirma o especialista.

A área da Praça Batista Campos, devido ao grande número de aves e ao acúmulo de fezes, se tornou um foco de contaminação por fungos. A proliferação de micro-organismos no local, somada à circulação de pessoas na região, aumenta o risco de transmissão da criptococose, uma infecção causada por fungos do gênero Cryptococcus presentes ans fezes de pombo, garça e urubu. 

Atenção à prevenção

O médico infectologista Lourival Marsola, alerta que a melhor forma de evitar infecções como a criptococose é tomar precauções ao circular por áreas com grandes concentrações de aves, especialmente em praças e parques públicos.

O especialista reforça que, não há vacina para prevenir a doença. O único método eficaz de prevenção é evitar áreas com alta concentração de aves e, se necessário passar por essas pontos, usar máscaras como método de prevenção.