Publicado em 25 de março de 2026 às 17:45
A rede municipal de saúde de Belém iniciou a oferta do Implanon, um implante contraceptivo de longa duração e alta eficácia, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Ao todo, a prefeitura disponibilizou 4 mil unidades do método, que serão distribuídas em unidades de referência do município.>
Nesta fase inicial, o serviço foca no atendimento de grupos específicos de mulheres em condições de vulnerabilidade ou necessidades clínicas especiais. Entre as prioridades estão adolescentes de 14 a 19 anos, mulheres em situação de rua, pacientes que vivem com HIV, mulheres privadas de liberdade, além daquelas com histórico de pré-natal de alto risco ou condições relacionadas à saúde mental.>
O Implanon é um implante subdérmico inserido no braço que libera o hormônio etonogestrel. O dispositivo impede a ovulação e possui eficácia de cerca de 99%, com duração de até três anos. Diferente de pílulas ou injetáveis, o método não exige uso contínuo por parte da usuária.>
A inserção é considerada um procedimento simples, realizado sob anestesia local em aproximadamente 10 minutos. Caso a mulher deseje engravidar ou interromper o uso, a retirada pode ser feita a qualquer momento, com retorno rápido da fertilidade.>
Para acessar o contraceptivo, a interessada deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência portando o Cartão do SUS, RG e comprovante de residência. Após uma avaliação inicial, será feito o encaminhamento para uma das unidades de referência onde ocorre a aplicação: UBS Marambaia; UBS Providência; UBS Combu; Unidade Especializada em Saúde da Mulher (URE Mulher).>
Apesar da alta eficácia, o método pode causar efeitos colaterais nos primeiros meses, como acne e alterações no ciclo menstrual. O Implanon é contraindicado para mulheres com doenças hepáticas graves, sangramento vaginal não diagnosticado ou histórico de distúrbios tromboembólicos.>
Vale ressaltar que, embora o implante previna a gravidez, o uso de preservativos continua sendo o único método que protege contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).>
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Cássio Leal.>