Publicado em 4 de maio de 2026 às 17:37
Um vídeo que circula nas redes sociais acendeu o alerta de autoridades no sudeste do Pará ao mostrar indígenas ameaçando derrubar uma torre de transmissão de energia e incendiar um linhão caso não haja respostas do governo federal às reivindicações do movimento.>
A ameaça envolve uma estrutura considerada estratégica para o abastecimento elétrico da região, o que pode provocar impactos diretos em Marabá e municípios vizinhos, com risco de interrupção no fornecimento de energia.>
Além disso, os manifestantes anunciaram o bloqueio da BR-222, no trecho entre Marabá e Bom Jesus do Tocantins. A interdição está prevista para começar às 7h desta terça-feira (5) e deve ocorrer por tempo indeterminado. O grupo afirma que, caso não haja avanço nas negociações, pode colocar fogo no linhão.>
O protesto faz parte de uma mobilização que já dura 29 dias e reúne 14 povos indígenas da região de Carajás, incluindo grupos Xikrin e Gavião. Eles cobram a criação do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Carajás, com sede em Marabá, além de melhorias no atendimento de saúde nas aldeias.>
Entre as lideranças citadas no contexto do vídeo está Jakure Pepkrakte, apontado como um dos participantes da manifestação. Apesar disso, há divergências internas entre as aldeias, e nem todos os grupos indígenas concordam com a radicalização e com as ameaças feitas durante o protesto.>
Os manifestantes também reivindicam uma reunião direta com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para tratar das demandas. Segundo o movimento, a falta de diálogo e de respostas concretas por parte do poder público tem levado ao endurecimento das ações.>
A mobilização segue ganhando adesão de outros povos indígenas no Pará, ampliando a pressão sobre o governo federal e aumentando o clima de tensão na região.>