Publicado em 6 de novembro de 2026 às 10:49
A tecnologia pode se tornar uma aliada na proteção da vida aquática no Pará. No rio Xingu, em Altamira, uma ferramenta de inteligência artificial está passando por testes para reconhecer até 60 espécies de peixes enquanto elas nadam pelo rio. A iniciativa utiliza câmeras instaladas em uma estrutura da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.>
O projeto funciona em Pimental, onde existe um canal construído para facilitar o deslocamento dos peixes pelo trecho represado do rio. Com cerca de 1.200 metros de extensão, o espaço também serve como ponto de observação dos animais.>
Por meio de uma câmera submersa, o movimento dos peixes é registrado continuamente. As imagens são analisadas por um sistema que está sendo treinado para diferenciar as espécies de forma automática, reduzindo a necessidade de identificação manual em cada registro.>
Tecnologia pode ampliar pesquisas>
O acompanhamento é importante para entender como as espécies circulam pelo Xingu e avaliar as condições da fauna local. Segundo dados da Norte Energia, responsável pela usina, mais de 4 milhões de peixes de 168 espécies passaram pelo sistema de transposição nos últimos dez anos.>
Apesar dos resultados esperados, a ferramenta ainda precisa ser aperfeiçoada. A água do rio apresenta diferentes níveis de turbidez, o que pode comprometer a nitidez das imagens e dificultar o reconhecimento dos animais.>
O Instituto Atlântico participa do desenvolvimento da solução. O cientista de dados Polycarpo Neto explica que o modelo precisa ser adaptado às condições específicas do Xingu para alcançar melhores resultados.>
A proposta é transformar as imagens em informações que ajudem pesquisadores a acompanhar a biodiversidade e orientar medidas de conservação das espécies. Ainda não existe uma data definida para o funcionamento definitivo do sistema, que permanece em fase de testes.>