Publicado em 30 de junho de 2026 às 18:04
A Justiça negou o recurso apresentado pela defesa do policial militar Wladson Luan, que pedia a absolvição do acusado antes mesmo de um julgamento pelo Tribunal do Júri. Com a decisão, ele permanece pronunciado e deverá responder perante júri popular pela morte da estudante de Nutrição Bruna Meireles Corrêa, de 32 anos.>
Segundo o Ministério Público do Pará (MPPA), a decisão foi baseada nas provas produzidas durante a investigação e na fase de instrução do processo, consideradas suficientes para que o caso seja analisado pelos jurados.>
O advogado da família da vítima, Dorival Belém, afirmou que o recurso apresentado pela defesa tinha como objetivo prolongar a tramitação do processo. Com a negativa da Justiça, a expectativa é de que o caso siga o rito normal até a realização do julgamento.>
Bruna Meireles Corrêa foi morta no dia 12 de março do ano passado, após ser atingida por um tiro na cabeça, no bairro da Pedreira, em Belém.>
Inicialmente, Wladson Luan alegou que o casal havia sido vítima de uma tentativa de assalto. Depois, mudou a versão e afirmou que o disparo teria ocorrido de forma acidental.>
Entretanto, de acordo com a investigação, a reprodução simulada dos fatos e os laudos periciais descartaram essa hipótese. A perícia também encontrou, no celular do acusado, mensagens que indicam um histórico de ameaças e violência psicológica contra Bruna.>
O processo segue tramitando na Justiça. A defesa ainda poderá apresentar novos recursos antes que o caso seja levado ao Tribunal do Júri. A expectativa é que o julgamento seja marcado para o segundo semestre deste ano.>