Mais de 13 mil usuários ficam prejudicados com paralisação de ônibus em Belém

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Belém (Sintrabel), a greve começou por volta das 4h e não tem previsão de término.

Publicado em 29 de abril de 2026 às 11:22

A greve, com adesão total dos funcionários, é o segundo em menos de um mês e ocorre por causa de atrasos no pagamento de salários e do descumprimento de acordos trabalhistas.
A greve, com adesão total dos funcionários, é o segundo em menos de um mês e ocorre por causa de atrasos no pagamento de salários e do descumprimento de acordos trabalhistas. Crédito: Reprodução/Instagram @pedreira_lomas

Uma paralisação dos trabalhadores da empresa de ônibus Monte Cristo, em Belém, deixou entre 13 mil e 15 mil passageiros sem transporte na manhã desta quarta-feira (29). A greve, com adesão total dos funcionários, é o segundo em menos de um mês e ocorre por causa de atrasos no pagamento de salários e do descumprimento de acordos trabalhistas.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Belém (Sintrabel), a greve começou por volta das 4h e não tem previsão de término. Cerca de 198 rodoviários participam da mobilização. Em alguns casos, há trabalhadores há até dois meses sem receber salários, além de pendências no vale-alimentação e outras dificuldades acumuladas ao longo do último ano.

A empresa Monte Cristo opera as linhas: Pedreira/Lomas (Lomas/Euclides da Cunha e BR-316), Sacramenta-Humaitá, Sacramenta-São Brás, Sacramenta-Presidente Vargas, Pedreira-Nazaré e Marex-Arsenal CDP/Providência-Ver-o-Peso. Com a paralisação, todos esses trajetos foram afetados.

Segundo o sindicato, os trabalhadores haviam aceitado anteriormente um cronograma de pagamentos apresentado pela empresa, mas o acordo não foi cumprido, o que levou à nova paralisação. A frota de 21 ônibus da empresa, que atende mais de oito linhas, permaneceu totalmente parada durante o protesto.

O Sintrabel afirma que está aberto ao diálogo e aguarda posicionamento da empresa para que as atividades sejam retomadas assim que os pagamentos forem regularizados. Já o Setransbel, sindicato das empresas de transporte, informou que acompanha a situação e atribui as dificuldades financeiras ao aumento dos custos operacionais e à defasagem tarifária, defendendo a necessidade de negociação entre empresas, poder público e sociedade para a normalização do serviço.