Menino de 11 anos é abusado por colega de 12 dentro de escola em Icoaraci

Um Boletim de Ocorrência (BO) foi registrado pela mãe da vítima, após a criança ter sido atendida por uma psicóloga.

Publicado em 3 de fevereiro de 2026 às 19:41

Representação de criança rejeitando aproximação de terceiros. 
Representação de criança rejeitando aproximação de terceiros.  Crédito: Reprodução Fotos Publicas 

Uma grave denúncia de abuso sexual envolvendo dois alunos de uma escola estadual localizada no bairro do Cruzeiro, no distrito de Icoaraci, em Belém, veio a publico nesta terça-feira (3). O caso envolve duas crianças, de 11 e 12 anos.

O menino de 11 anos contou ter sido violentado por um colega de classe, de 12, nas dependências da Escola Estadual de Ensino Fundamental Professora Guajarina de Souza da Silva, em Icoaraci. Um Boletim de Ocorrência foi registrado pela mãe da vítima, após a criança ter sido atendida por uma psicóloga e dar detalhes do que aconteceu.

Segundo a denúncia, uma funcionária da escola teria ouvido vozes vindas do banheiro, com os dizeres: “tu vai fazer isso” e “tu vai fazer desse jeito”, e, ao abrir a porta, flagrou a vítima de costas com o corpo inclinado e o outro menor desabotoando as calças.

Os dois foram retirados do local e encaminhados de volta à sala de aula. A situação teria sido informada à direção da escola no mesmo dia, e os pais do aluno apontado como autor foram chamados no dia seguinte. O garoto acabou sendo desligado da instituição.

Mas a mãe da vítima afirma que a gravidade do caso teria sido “amenizada” pela escola, e que ao ser chamada, a direção falou sobre a situação no banheiro, afirmando que não teria ocorrido “nada demais”, e que só tomou pleno conhecimento do que teria ocorrido após o filho ser consultado por uma psicóloga de uma unidade de saúde do bairro.

A profissional, a criança teria relatado que os abusos não teriam ocorrido apenas uma vez, e que havia ocorrido penetração. Ainda de acordo com o relato da mãe, antes do episódio o menino já vinha apresentando mudanças de comportamento, ficando mais “fechado”, o que reforça a suspeita de abuso recorrente.

O caso foi registrado em uma delegacia especializada da Polícia Civil, e por envolver menores a investigação segue sob sigilo. O Roma News solicitou um posicionamento da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), mas até a publicação da reportagem não obteve retorno e aguarda o pronunciamento.