Publicado em 21 de junho de 2026 às 12:16
Um cenário de extrema crueldade chocou os moradores e mobilizou as forças de segurança pública no município de Itaituba, no sudoeste do Pará. Uma criança de apenas 5 anos de idade foi libertada por equipes de resgate após ser encontrada com o pé direito amarrado por uma corrente e trancado com um cadeado a um muro, nos fundos da casa onde reside. A própria mãe do garoto foi detida em flagrante por policiais do 15º Batalhão da Polícia Militar na manhã do último sábado (20), sob a grave acusação de tortura e maus-tratos contra o menor.>
A intervenção policial aconteceu por volta das 9h, motivada por uma denúncia anônima que alertou os agentes sobre a situação degradante no endereço da família. Ao entrarem no imóvel, os policiais militares se depararam com a vítima presa e exposta ao tempo. Interrogada no local sobre a motivação de tamanha violência, a mulher admitiu a autoria do crime e justificou o ato como uma medida corretiva. Segundo o depoimento registrado pela guarnição, ela decidiu aplicar a punição severa porque o menino havia feito as necessidades fisiológicas nas próprias vestes.>
A gravidade do quadro exigiu uma operação conjunta na residência. Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi chamada às pressas para efetuar o corte especializado dos elos de metal e do cadeado, garantindo a integridade física do garoto sem causar novas lesões. Durante a vistoria nos cômodos da casa, as autoridades descobriram que a acusada também mantinha sob sua responsabilidade um recém-nascido de aproximadamente um mês de vida, que acabou entrando na rota de proteção da infância.>
O caso foi encaminhado imediatamente para a Delegacia de Polícia Civil de Itaituba, para onde a mulher foi conduzida para prestar depoimento formal e permanecer à disposição dos procedimentos da Justiça. Os profissionais do Conselho Tutelar assumiram o gerenciamento da crise e prestaram o primeiro atendimento psicológico e social aos menores. Para garantir a segurança das vítimas e evitar novos episódios de violência doméstica, os dois irmãos foram afastados do convívio materno e transferidos para um abrigo de acolhimento institucional da região.>