Publicado em 23 de abril de 2026 às 21:46
A empresa mineradora Alcoa reagiu, nesta quinta-feira, 23, à recomendação do Ministério Público Federal (MPF) para que readéque os processos de dragagem no Rio Amazonas, em Juruti, no Pará. A companhia esclareceu que a dragagem é uma atividade de manutenção destinada exclusivamente ao desassoreamento e à preservação das condições naturais de navegabilidade do rio.>
Conforme a empresa, atividade é realizada mantendo a geometria da calha do rio e atuando apenas na remoção de sedimentos acumulados no canal, "o que é um processo recorrente em rios amazônicos", afirmou em nota à Broadcast.>
A companhia disse ainda que todos os estudos e dados técnicos relacionados à atividade de dragagem foram devidamente apresentados aos órgãos competentes, conforme os requisitos do processo de licenciamento vigente.>
"A iniciativa está fundamentada em estudos técnicos robustos, realizados por instituições independentes, que indicam que a atividade está alinhada à manutenção das condições de fluxo e navegabilidade. Ressalta-se que os monitoramentos ambientais realizados, antes, durante e após a realização da dragagem de manutenção, indicam que a atividade não causa qualquer alteração nos parâmetros definidos pela legislação", afirmou a companhia.>
O que diz o MPF>
O Ministério Público Federal (MPF) recomendou a anulação imediata das licenças ambientais que autorizam as atividades de dragagem, alegando que a empresa executou dragagens de aprofundamento e alargamento do canal de acesso ao seu terminal portuário, com objetivo de alterar a geometria do rio para permitir a navegação de navios muito maiores, com capacidade para até 85 mil toneladas, recém-adquiridos pela mineradora para o escoamento de bauxita.>