Publicado em 14 de abril de 2026 às 08:33
Foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a execução definitiva da pena de Vitório Campos da Silva, dentista de 73 anos condenado a 14 anos de prisão em regime fechado por envolvimento nos atos da chamada trama golpistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.>
Natural de Conceição das Alagoas, o réu que reside no município de Marabá, no sudeste paraense, é acusado de participar da invasão e depredação de espaços no Palácio do Planalto, incluindo o gabinete da primeira-dama Janja.>
Vitório já havia sido preso em 2023 durante a Operação Lesa Pátria, mas cumpria prisão domiciliar em Marabá, com restrições de circulação impostas pela Justiça.>
O mandado de prisão definitiva foi expedido no último dia 8 de abril e encaminhado à Polícia Federal para cumprimento imediato. Até o momento, não há confirmação oficial de que a ordem tenha sido executada. Procurados, os órgãos responsáveis não se manifestaram até o momento.>
A decisão ocorreu após o trânsito em julgado da ação penal no STF, o que significa que não cabem mais recursos contra a condenação. A defesa, no entanto, solicitou a redução da pena em cerca de três anos, considerando o período em que o condenado permaneceu em prisão domiciliar sob monitoramento eletrônico desde abril de 2023.>
Entre as determinações estabelecidas por Moraes estão o início imediato do cumprimento da pena em regime fechado; inclusão no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões; realização de exames médicos; além da comunicação à Vara de Execução Penal de Marabá em até 48 horas e realização de audiência de custódia após a prisão.>
Conforme o andamento das investigações, Vitório foi identificado por meio de imagens registradas no interior do Palácio do Planalto no dia dos ataques.>
Em um vídeo publicado nas redes sociais no ano de 2020, o dentista aparece com mensagens de teor crítico ao STF e ao Congresso Nacional, defendendo, na ocasião, uma intervenção militar.>
8 de janeiro>
Os atos de 8 de janeiro de 2023 resultaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, episódio classificado como um dos mais graves ataques às instituições democráticas do país. Durante a ação, prédios públicos foram vandalizados, obras de arte destruídas, documentos rasgados e armas subtraídas. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 26 milhões.>
Desde então, a Procuradoria-Geral da República denunciou 1.390 pessoas por envolvimento nos atos, divididas entre executores, incitadores e investigados por possível omissão. O STF também já tornou réus centenas de acusados, ampliando o número de processos relacionados ao caso.
Com informações do G1>