Morte de peixes em Barcarena é investigada após prefeitura notificar empresa

Fiscalização encontrou alteração no pH da água; laudos e exames toxicológicos devem ajudar a identificar a causa da mortandade.

Publicado em 4 de setembro de 2026 às 18:41

(Segundo a Prefeitura, foi identificada uma leve alteração no pH, enquanto temperatura, oxigênio dissolvido, condutividade elétrica e salinidade apresentaram resultados considerados dentro da normalidade.)
(Segundo a Prefeitura, foi identificada uma leve alteração no pH, enquanto temperatura, oxigênio dissolvido, condutividade elétrica e salinidade apresentaram resultados considerados dentro da normalidade.) Crédito: Foto: Prefeitura de Barcarena

A morte de peixes registrada na região portuária de Barcarena, no nordeste do Pará, está sendo investigada pelas autoridades ambientais. Após os registros de animais mortos nas proximidades de um píer, a Prefeitura de Barcarena notificou a empresa UniTapajós e solicitou análises da água, além de exames toxicológicos dos peixes recolhidos.

A fiscalização foi realizada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico (Semade), por meio do Departamento de Fiscalização Ambiental (DFA), na quarta-feira (2). Durante a vistoria, técnicos realizaram medições de diferentes parâmetros da água.

Segundo a Prefeitura, foi identificada uma leve alteração no pH, enquanto temperatura, oxigênio dissolvido, condutividade elétrica e salinidade apresentaram resultados considerados dentro da normalidade.

Apesar da alteração, os dados obtidos durante a fiscalização ainda não permitem apontar a causa da morte dos peixes. Até o momento, também não foi estabelecida relação entre a ocorrência e as atividades realizadas na área portuária.

Empresa deverá apresentar documentos

A UniTapajós foi notificada a apresentar laudos das análises da água, exames toxicológicos dos animais encontrados mortos e um relatório detalhando as medidas adotadas após a ocorrência.

De acordo com informações repassadas à Prefeitura, as imagens que começaram a circular nas redes sociais foram registradas nas proximidades da área de operações portuárias. No período, uma embarcação estava atracada para uma operação relacionada ao recebimento de milho destinado à exportação.

Ainda segundo as informações apresentadas pela empresa, equipes realizaram buscas e monitoramento em áreas próximas às praias do Caripi e de Itupanema e à Vila do Conde.

A administração da UniTapajós também informou ter comunicado o caso à agência reguladora responsável e acionado a Capitania dos Portos, solicitando a retenção preventiva da embarcação envolvida enquanto as circunstâncias são apuradas.

Novas análises

Uma segunda análise da água, contemplando cerca de 20 parâmetros, foi prevista para ampliar a investigação e verificar possíveis alterações que não tenham sido identificadas na primeira avaliação.

A Semade informou que continuará acompanhando o caso e aguarda os resultados laboratoriais e os documentos solicitados antes de definir eventuais medidas ambientais.

Até o momento, não há confirmação de que as atividades portuárias ou a embarcação estejam relacionadas à morte dos peixes.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) também acompanha a situação. O órgão foi procurado para informar se houve novas conclusões sobre o caso, mas ainda não havia apresentado resposta até a publicação da reportagem.