MPPA pede prisão de homem suspeito de estuprar cadelas em Castanhal

De acordo com o inquérito policial, o homem denunciado era responsável pela guarda de 11 cães.

Publicado em 18 de março de 2026 às 23:27

Maus tratos a animais é crime. 
Maus tratos a animais é crime.  Crédito: Pexels/ Reprodução

O Ministério Público do Estado (MPPA) pediu a prisão de um homem suspeito de praticar zoofilia com cadelas no município de Castanhal. A denúncia foi oferecida pela promotora de Justiça Maria José Vieira de Carvalho Cunha, coordenadora do Núcleo de Defesa do Direito dos Animais, com base em provas, depoimentos e demais elementos colhidos na investigação.

De acordo com o inquérito policial, o homem denunciado era responsável pela guarda de 11 cães, e teria submetido fêmeas a práticas reiteradas de abuso de sexual, caracterizando zoofilia. Um laudo pericial atestou a presença de lesões compatíveis com manipulação forçada e violência.

A promotora enfatiza que estes são "vítimas que não possuem nenhuma condição de defesa diante de tão abominável prática criminosa".

Para a PJ Maria José Cunha, a decretação da prisão preventiva é medida necessária e adequada. "A gravidade concreta dos fatos, marcada pela crueldade, reiteração e pela natureza anômala da conduta, evidencia risco real à ordem pública, notadamente diante da possibilidade de continuidade das práticas abusivas", ponderou. "O investigado mantém diversos animais sob sua tutela, circunstância que, por si só, demonstra a potencialidade de reiteração, sendo certo que sua permanência em liberdade representa ameaça concreta e atual a outros animais".

No âmbito administrativo, o Ministério Público requisitou à Secretaria Municipal de Meio Ambiente informações acerca da retirada dos animais do local, do estado de saúde e da destinação adequada, bem como a adoção de medidas que impeçam o denunciado de manter a guarda de outros animais.

O Ministério Público ressalta que a Constituição Federal impõe o dever de proteção dos animais contra práticas cruéis, sendo inadmissível qualquer forma de violência ou exploração que atente contra sua dignidade e bem-estar, razão pela qual atua de forma firme na responsabilização dos envolvidos.

A Promotoria informou que seguirá acompanhando o caso e adotará todas as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis para assegurar a efetiva proteção dos animais e a responsabilização do denunciado.

Com informações de MPPA.