Publicado em 18 de março de 2026 às 18:34
Um policial rodoviário federal foi preso na manhã desta quarta-feira (18), em Marabá, sudeste do Pará, durante a Operação “Última Etapa”, que investiga um esquema de fraude em concursos públicos no Tocantins.>
A ação foi coordenada pela Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), da Polícia Civil do Tocantins, com apoio da Polícia Civil do Pará e de forças de segurança de outros estados.>
Segundo as investigações, o agente é suspeito de atuar como “piloto” no esquema, pessoa contratada para realizar provas no lugar de candidatos inscritos. A fraude teria ocorrido na primeira fase do concurso da Polícia Militar do Tocantins (PM/TO), realizada em junho de 2025.>
De acordo com a polícia, a organização criminosa cobrava até R$ 50 mil para garantir a aprovação de candidatos. O grupo utilizava documentos falsos para permitir que terceiros realizassem as provas, obtendo altas pontuações de forma ilícita.>
Além do policial rodoviário federal, outras pessoas foram presas, entre elas um agente socioeducativo do Distrito Federal e um ex-policial militar da Paraíba. Cinco candidatos que teriam contratado o esquema também foram alvos de mandados de prisão.>
Ao todo, a Justiça autorizou oito prisões preventivas e nove mandados de busca e apreensão, cumpridos simultaneamente em diferentes estados, incluindo Pará, Pernambuco, Paraíba, Goiás e Distrito Federal.>
As investigações começaram após a identificação de irregularidades pela comissão organizadora do concurso e pela Corregedoria da PM do Tocantins. Perícias técnicas, como exames de digitais e análise de assinaturas, confirmaram a substituição de candidatos durante a prova.>
A Polícia Civil informou que o grupo possuía estrutura organizada, com divisão de funções e atuação em vários estados. A Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal acompanha o caso.>
Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, fraude em certame público e falsidade ideológica.>