Publicado em 30 de outubro de 2026 às 17:13
Um crime bárbaro ocorrido do município de Marabá gerou revolta e indignação de um grupo de mulheres que agora pedem justiça por mais uma vítima de feminicídio no Pará.>
Valdirene da Conceição Oliveira morreu na última quinta-feira (29), cinco dias após ser covardemente espancada e esfaqueada pelo ex-companheiro e mais dois homens, comparsas.>
A vítima chegou a ficar internada em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) mas não resistiu e acabou morrendo, um dia antes de completar 40 anos. Valdirene faria aniversário nesta sexta-feira (30).>
Valdirene estava em casa no Bairro da Paz, com o atual companheiro, quando foi atacada pelo ex-marido identificado como Welton Pereira dos Santos, conhecido como “Neguinho” ou “Alexandre”, que com a ajuda de outros dois homens, agrediram com golpes de faca e pauladas a mulher.>
Foi o atual companheiro de Valdirene, quem ligou para a família e avisou do ocorrido. Segundo o relato do homem, os dois estavam em casa, consumindo cerveja, quando Welton teria pulado o muro e pedido bebida. Após ter o pedido negado, foi orientado a sair. Quando Valdirene abriu o portão, dois homens que estavam do lado de fora teriam entrado e começado as agressões junto com Welton, que sacou uma faca e começou a ameaçar o atual companheiro da mulher.>
O homem conseguiu fugir mas retornou ao ouvir gritos de socorro da vítima que foi levada para o hospital. Os três agressores seguem foragidos, e os dois homens que ajudaram Welton no ataque, ainda não foram identificados.>
Vítima era perseguida e acabou morta pelo ex-marido>
A morte de Valdirene em decorrência do ataque do ex-companheiro foi o que familiares classificaram como uma “sentença” do que a mulher já havia sofrido durante a união que durou 20 anos.>
Em entrevista ao portal Correio de Carajás, a irmã da vítima contou que Valdirene decidiu se separar de Welton após um episódio de agressão, onde ele teria tentado esfaqueá-la. Antes disso, o homem já teria passado por cima da mulher com um carro, mas por medo, Valdirene teria escondido o episódio da família que só ficou sabendo após um vizinho, que testemunhou o atropelamento, ter contado. Após a separação, Welton continuou a perseguição contra Valdirene e ateou fogo na casa onde ela morava. Na última tentativa do agressor, a vítima, que tentava recomeçar, teve a vida interrompida.>
“Hoje minha irmã está morta e nós em luto. Nós cobramos justiça. Que esse assassino seja preso, pois está foragido”, disse a irmã da vítima na entrevista.>
O corpo deverá ser trasladado para Parauapebas, onde serão realizados o velório e o sepultamento. Agora, a Polícia Civil deve mudar o status do inquérito, que deve passar de agressão para feminicídio.>
Qualquer informação sobre o paradeiro de Welton Pereira dos Santos, e dos dois suspeitos de participarem do crime, devem ser repassados a polícia através dos números 181 e 180. O sigilo da identidade é garantido.>