Papa Leão XIV se torna o 1º pontífice da história a votar em eleições dos EUA

Natural de Chicago, líder da Igreja Católica enviou seu voto por correio

Publicado em 30 de outubro de 2026 às 17:49

Papa Leão XIV fez história ao se tornar o primeiro pontífice a votar em uma eleição nos Estados Unidos. 
Papa Leão XIV fez história ao se tornar o primeiro pontífice a votar em uma eleição nos Estados Unidos.  Crédito: Reprodução/Instagram @pontifex

O Papa Leão XIV fez história ao se tornar o primeiro pontífice a votar em uma eleição nos Estados Unidos. O Vaticano confirmou que o líder religioso exerceu seu direito de voto por correio para as eleições de meio de mandato norte-americanas, agendadas para o dia 3 de novembro. Nascido em Chicago, Leão XIV é também o primeiro papa norte-americano da história da Igreja Católica e enviou sua cédula eleitoral diretamente para sua cidade natal.

Em comunicado oficial, a Santa Sé ressaltou que o pontífice sempre exerceu o sufrágio quando esteve elegível — inclusive durante o período em que viveu no Peru. O documento destaca que o Santo Padre expressa sua convicção de que participar dos processos democráticos é tanto um direito quanto um dever de todos os cidadãos. No pleito norte-americano, estarão em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 35 das 100 vagas do Senado, além dos governos de 36 estados e diversos cargos locais.

Desde que foi nomeado papa, em maio de 2025, Leão XIV tornou-se alvo de críticas de Trump, que chegou a classificá-lo como "fraco no combate ao crime" e "péssimo em política externa". Na rede Truth Social, o governante americano declarou preferir o irmão do papa, Louis, por ser alinhado ao movimento MAGA, e afirmou que Leão XIV só teria sido escolhido pela Igreja por ser americano.

Em contrapartida, Leão XIV tem mantido um posicionamento firme em defesa do direito internacional e dos direitos dos migrantes. Diante de operações militares e tensões geopolíticas promovidas pelos EUA, como a intervenção na Venezuela, ameaças contra Cuba e a Groenlândia e o conflito com o Irã, o Vaticano emitiu recorrentes declarações de preocupação, com o papa afirmando publicamente que "não tem medo" do líder norte-americano.