Publicado em 2 de março de 2026 às 13:12
Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, dados reforçam avanços e desafios da presença feminina no mercado de trabalho paraense. Novo estudo divulgado pelo DIEESE no Pará revela que as mulheres foram responsáveis por 59,31% do saldo de empregos formais gerados no estado em 2025.>
Segundo levantamento elaborado pelo DIEESE/PA, em parceria com o Observatório do Trabalho no Pará e a Secretaria de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda do Pará, com base nos dados do Ministério do Trabalho/CAGED, o Pará registrou 517.417 admissões e 481.394 desligamentos entre janeiro e dezembro de 2025, resultando em saldo positivo de 36.023 postos formais.>
Desse total, as mulheres somaram 171.037 admissões e 149.670 desligamentos, garantindo saldo positivo de 21.367 vagas. Embora representem 33,06% das admissões, elas concentraram a maior parte do saldo líquido de empregos criados no período.>
Na comparação com 2024, o crescimento também foi expressivo. O saldo de empregos formais femininos passou de 18.084 para 21.367 vagas, alta de 18,2%. As admissões cresceram 10,9% e os desligamentos, 9,9%.>
Setores e perfil>
O setor de Serviços liderou a geração de vagas para mulheres, com saldo de 13.121 postos (61,4% do total feminino), seguido pelo Comércio, com 5.951 vagas (27,9%), e pela Indústria, com 2.657 postos (12,4%). Construção e Agropecuária apresentaram saldo negativo.>
O estudo também mostra que a maior concentração de novas vagas está entre mulheres de 18 a 24 anos, faixa responsável por 61,7% do saldo positivo em 2025. Já trabalhadoras com 50 anos ou mais enfrentaram retração, com saldos negativos nas faixas de 50 a 64 anos e acima de 65 anos.>
Em relação à escolaridade, o ensino médio completo foi determinante para a inserção formal. Mulheres com esse nível de instrução responderam por 82,6% do saldo de empregos femininos no estado.>
Liderança regional>
No cenário da Região Norte, o Pará apresentou o melhor desempenho absoluto na geração de empregos formais femininos. O estado respondeu por 43,6% de todo o saldo positivo da região em 2025, consolidando a liderança regional.>
Embora os números indiquem avanços na inserção das mulheres no mercado formal, o estudo reforça que desafios como desigualdade salarial, discriminação de gênero, dupla jornada e necessidade de políticas públicas de apoio ainda persistem.>
Mais do que celebrar conquistas, o 8 de março se reafirma como momento de reflexão sobre a construção de um mercado de trabalho mais justo, inclusivo e igualitário.>