'Não estava acontecendo manutenção', destaca arquiteto sobre prédio que desabou no centro comercial de Belém

O laudo que irá apontar a causa do desabamento parcial do prédio será feito pelo Corpo de Bombeiros e Defesa Civil

Publicado em 6 de julho de 2026 às 10:53

O laudo que irá apontar a causa do desabamento parcial do prédio será feito pelo Corpo de Bombeiros e Defesa Civil
O laudo que irá apontar a causa do desabamento parcial do prédio será feito pelo Corpo de Bombeiros e Defesa Civil Crédito: Roma News

A falta de manutenção preventiva e a sobrecarga de materiais podem ter contribuído para o desabamento parcial do prédio histórico no centro comercial de Belém. A avaliação é do arquiteto Jorge Pino, da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Semcult), que acompanhou a situação após o incidente registrado na manhã desta segunda-feira (6).

Segundo o arquiteto, o imóvel integra o conjunto histórico tombado do centro da capital paraense e possui mais de 200 anos de existência. De acordo com ele, edificações desse porte exigem manutenção constante para evitar o comprometimento da estrutura.

“Esses prédios necessitam de manutenção preventiva permanente, e isso não estava acontecendo”, afirmou.

Jorge Pino destacou que já era possível observar sinais de deterioração na cobertura do imóvel. Entre os problemas identificados estavam uma calha danificada, infiltrações e paredes com elevado nível de umidade, fatores que podem enfraquecer a estrutura ao longo do tempo.

Outro ponto apontado pelo arquiteto foi a grande quantidade de mercadorias armazenadas nos andares superiores do prédio. Segundo ele, o excesso de carga, somado ao desgaste causado pela infiltração, pode ter provocado o colapso estrutural que resultou no desabamento de parte da fachada e dos elementos de sustentação internos.

O especialista explicou ainda que construções dessa época não utilizavam concreto armado nem lajes, sendo sustentadas principalmente por barrotes e assoalhos de madeira, o que exige cuidados ainda maiores com a conservação.

O laudo técnico que deverá confirmar as causas do desabamento será elaborado pelo Corpo de Bombeiros e pela Defesa Civil. Enquanto isso, a área permanece isolada por questões de segurança.