Patrimônio declarado de Daniel Santos ao TSE aponta divergência milionária

Investigação do MPPA e do Gaeco revela bloqueio judicial de R$ 140 milhões e suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo empreiteiras.

Publicado em 18 de agosto de 2026 às 12:40

Operação Hades aponta divergência milionária no patrimônio do candidato Daniel Santos
Operação Hades aponta divergência milionária no patrimônio do candidato Daniel Santos Crédito: Reprodução/Redes sociais

As investigações da Operação Hades trouxeram a público fortes indícios de irregularidades financeiras envolvendo o candidato ao Governo do Pará, Daniel Santos (Podemos). Conforme apurações conduzidas pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os R$ 4,7 milhões em bens declarados pelo político representam uma fração mínima do volume financeiro sob suspeita.

O valor oficial informado equivale, por exemplo, ao preço estimado de um lote de relógios de luxo apreendido pela Polícia Federal durante as diligências. Diante dos indícios de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de verbas públicas, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 140 milhões diretamente ligados ao candidato.

O esquema sob investigação detalha o uso sistemático de construtoras com contratos milionários no município de Ananindeua para ocultar a aquisição de bens de alto valor. Segundo os órgãos de fiscalização, empreiteiras teriam financiado uma mansão de luxo no Ceará destinada ao político, além de intermediar a compra de aeronaves e de uma propriedade rural avaliada em R$ 16 milhões.

Para consultar informações de candidatos e outros detalhes sobre o pleito estadual, os eleitores podem acompanhar os canais da Justiça Eleitoral.