Operação “malamém” mira facção e bloqueia R$ 5 milhões no Pará e em mais três estados

Ação da Polícia Civil do Pará prendeu suspeitos e apreendeu veículos durante ofensiva contra organização criminosa

Publicado em 23 de abril de 2026 às 16:41

Operação “malamém” mira facção e bloqueia R$ 5 milhões no Pará e em mais três estados
Operação “malamém” mira facção e bloqueia R$ 5 milhões no Pará e em mais três estados Crédito: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Civil do Estado do Pará deflagrou, nos dias 22 e 23 de abril, a operação “Malamém”, com o objetivo de cumprir mandados contra integrantes de uma organização criminosa e seus operadores financeiros. A ação ocorreu de forma simultânea nos estados do Pará, Ceará e Rio de Janeiro.

Coordenada pela Delegacia de Repressão às Facções Criminosas (DRFC), vinculada à Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), a operação resultou no cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão domiciliar e de sequestro e bloqueio de bens.

Durante as diligências, dois suspeitos foram presos preventivamente. Outros dois investigados foram alvo de mandados de busca e apreensão. As investigações apuram a prática de crimes como participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Ao longo da operação, as equipes policiais apreenderam aparelhos celulares, dois veículos automotores e uma motocicleta. Também foi determinado o bloqueio de aproximadamente R$ 5 milhões ligados aos investigados.

A ofensiva contou com apoio de diferentes unidades especializadas, incluindo o Grupo de Trabalho de Facções (GTF/NIP), o Núcleo de Recuperação de Ativos (LD/NIP), a Delegacia de Repressão às Organizações Criminosas da Polícia Civil do Ceará e a Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

As ações fazem parte de uma operação nacional coordenada pela Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim), iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi). A estratégia busca integrar forças policiais de todo o país no combate estruturado ao crime organizado.

Após os procedimentos legais, os investigados permanecem à disposição do Poder Judiciário.