Operação prende três pessoas e apreende armas em área de conflitos agrários no oeste do Pará

Ação da Polícia Civil cumpriu mandados em Santarém, Prainha e Belterra; investigação apura ameaças, lesões e atuação de grupos armados em disputas por terras.

Publicado em 3 de junho de 2026 às 18:46

Delegacia Especializada em Conflitos Agrários (Deca).
Delegacia Especializada em Conflitos Agrários (Deca). Crédito: Divulgação

A Polícia Civil do Pará deflagrou nesta quarta-feira (3) a operação "Paz no Chapadão", que resultou na prisão de três pessoas e na apreensão de armas e munições em áreas rurais dos municípios de Santarém, Prainha e Belterra. A ação foi coordenada pela Delegacia Especializada em Conflitos Agrários (Deca) e teve como alvo investigados por suposto envolvimento em conflitos fundiários na região do Chapadão/Corta-Corda.

De acordo com a Polícia Civil, uma pessoa foi presa temporariamente por determinação judicial, enquanto outras duas foram presas em flagrante por posse irregular de arma de fogo durante o cumprimento dos mandados. Ao todo, os agentes apreenderam três armas de fogo e 46 munições de diferentes calibres.

Segundo o delegado Gilvan Almeida, diretor da Deca de Santarém, a investigação teve início após denúncias sobre possíveis crimes praticados em meio às disputas por terras na região. "A investigação teve origem a partir de denúncias e elementos informativos que apontavam a possível prática dos crimes de ameaça, lesão corporal, constrangimento ilegal, posse ou porte irregular de arma de fogo e associação criminosa armada", afirmou.

Ainda conforme a polícia, testemunhos, vídeos e outros elementos reunidos durante as investigações indicam que o principal alvo da operação estaria envolvido em episódios de intimidação e violência registrados em conflitos agrários locais.

A Polícia Civil destacou que a operação não tem o objetivo de definir a titularidade das áreas em disputa, mas de apurar possíveis crimes cometidos durante os conflitos. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e esclarecer a atuação de grupos armados na região.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.