Paciente retira mais de mil pedras da vesícula em Moju, no Pará

Após anos convivendo com dores intensas, paciente passou por cirurgia para retirada de pedras na vesícula

Publicado em 12 de julho de 2026 às 15:57

Paciente retira mais de mil pedras da vesícula em Moju, no Pará
Paciente retira mais de mil pedras da vesícula em Moju, no Pará Crédito: Magnific 

Uma paciente identificada como Helen passou por uma cirurgia para retirada de 1.857 pedras da vesícula no Hospital Dr. Afonso Rodrigues, em Moju, no nordeste do Pará. De acordo com a equipe médica, este é o maior número de cálculos retirados de um único paciente já registrado no estado.

A paciente contou que conviveu durante anos com dores intensas na região abdominal. Segundo ela, as crises eram tão fortes que chegava a se debater contra a parede. Além da dor, também sentia uma constante queimação na barriga.

Na tentativa de descobrir a causa dos sintomas, Helen chegou a receber o diagnóstico de infecção pela bactéria Helicobacter pylori (H. pylori). No entanto, mesmo após o tratamento, o desconforto continuou. A resposta veio somente após a realização de uma ultrassonografia abdominal, que identificou a presença dos cálculos na vesícula.

As pedras na vesícula se formam quando componentes da bile, como colesterol e pigmentos biliares, se cristalizam e se acumulam no órgão. Em muitos casos, os cálculos não provocam sintomas por longos períodos. Quando passam a bloquear a saída da bile, porém, podem causar dores intensas, principalmente na parte superior direita do abdômen, além de náuseas, vômitos e desconforto após as refeições.

Responsável pelo procedimento, o cirurgião Alessandro Lobato afirmou que até mesmo uma única pedra é capaz de provocar dores intensas. No caso de Helen, a quantidade de cálculos indica que o problema evoluiu ao longo de vários anos. Apesar disso, todas as pedras estavam concentradas na vesícula, sem comprometimento do fígado ou de outros órgãos.

Quando procurar ajudar:

A cirurgia para retirada da vesícula é indicada quando os cálculos provocam sintomas ou aumentam o risco de complicações. O diagnóstico precoce é considerado fundamental para evitar que o quadro evolua e provoque inflamações ou obstruções nas vias biliares.

Embora nem todos os casos possam ser prevenidos, manter hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, controle do peso e prática regular de atividades físicas, ajuda a reduzir os fatores de risco. Dores frequentes na região abdominal, especialmente após as refeições, também devem ser investigadas para que o tratamento seja iniciado o quanto antes.