Publicado em 13 de abril de 2026 às 10:49
Levantamento conjunto do DIEESE no Pará e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico de Belém aponta que os preços do pescado apresentaram alta significativa em Belém ao longo do primeiro trimestre de 2026, com reajustes que variam de 10% a mais de 30% em diversas espécies comercializadas nos mercados municipais.>
De acordo com o estudo, somente na comparação entre fevereiro e março deste ano, 19 dos 21 tipos de pescado pesquisados registraram aumento. O destaque foi o curimatã, com elevação de 10,40%, seguido por pescada gó (+9,58%), tucunaré (+7,19%), arraia (+6,88%) e pratiqueira (+6,61%).>
No acumulado de janeiro a março, o cenário de alta se manteve. A pescada gó liderou os reajustes, com aumento de 30,27%, seguida pelo curimatã (+26,62%), filhote (+23,26%) e sarda (+21,67%). Ao todo, 17 das 21 espécies analisadas apresentaram elevação no período.>
A análise em 12 meses, considerando março de 2026 em relação a março de 2025, também reforça a tendência de encarecimento. Das espécies pesquisadas, 18 tiveram aumento, muitos acima da inflação oficial medida pelo IBGE, que foi de 4,14% no período. A pescada gó novamente aparece com a maior alta (+44,82%), seguida por bagre (+38,40%), corvina (+33,40%) e serra (+31,28%).>
Segundo o DIEESE/PA, o principal fator para a elevação recente foi o aumento da demanda durante a Semana Santa, período tradicionalmente marcado pelo maior consumo de pescado. Esse comportamento sazonal pressionou os preços tanto no mês de março quanto no acumulado do trimestre.>
A expectativa, conforme a análise, é de que, com o fim do período religioso, haja redução gradual da demanda e possível acomodação dos preços nas próximas semanas. No entanto, fatores como condições climáticas, período do inverno amazônico, custos logísticos e oferta regional ainda devem influenciar o mercado, mantendo os valores em patamares elevados no comparativo anual.>