Publicado em 21 de junho de 2026 às 18:49
A investigação sobre o envio de alertas falsos que alcançaram milhões de celulares na madrugada de sábado (20) identificou que os disparos foram realizados com credenciais de acesso vinculadas a dois agentes da Defesa Civil do Pará. As informações constam em documentos da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil encaminhados à Polícia Federal e obtidos pelo Metrópoles.>
Segundo o relatório, entre a noite de sexta-feira (19) e a madrugada de sábado foram registrados dez disparos suspeitos por meio da Interface de Divulgação de Alertas Públicos (IDAP), sistema utilizado para o envio de mensagens emergenciais à população. Os alertas continham conteúdos sem relação com situações de risco, incluindo termos como "misantropia", "misantropo" e "ataque alienígena".>
De acordo com a apuração, após os dois primeiros envios irregulares, a equipe técnica responsável pela plataforma bloqueou a credencial utilizada. A análise dos registros indicou que ela estava vinculada a um agente de proteção e defesa civil do Pará.>
Mesmo após o bloqueio, outros oito alertas foram enviados utilizando uma segunda credencial, também associada à Defesa Civil paraense.>
O documento destaca ainda um fator considerado mais grave pelas autoridades. Embora as duas contas pertençam ao perfil estadual do Pará, os alertas foram direcionados a localidades que não fazem parte da área de atuação autorizada para esses usuários.>
Segundo a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, há indícios não apenas de uso indevido das credenciais, mas também de que a plataforma teria permitido o envio de mensagens para regiões fora da permissão territorial atribuída às contas. O caso é investigado para esclarecer como o acesso foi obtido e se houve falha nos mecanismos de segurança do sistema.>